Líder indígena foi o candidato entrevistado pela série especial de entrevistas da TV A Crítica desta terça-feira
(Foto: Reprodução/TV A Crítica)
O líder indígena e candidato ao governo estadual Isael Munduruku (Rede) afirmou que, se eleito, reduziria o número de secretarias em seus primeiros 100 dias de governo, mas sem diminuir a qualidade dos serviços. A justificativa é a limitação de orçamento que o estado possui, limitando a capacidade de investimentos e tendo de recorrer a uma série de empréstimos, que foram criticados pelo candidato.
Questionado como casaria a questão do desenvolvimento com o discurso de preservação ambiental ao tratar sobre a pavimentação da rodovia BR-319, Isael Munduruku afirmou que é perfeitamente possível conciliar as duas questões, sendo necessário apenas cumprir as leis ambientais vigentes.
“Vamos asfaltar, por exemplo, toda a BR-319. Vamos conectar Manaus à BR-319, porque Manaus não é conectada. Manaus vive um isolamento histórico que precisa ser resolvido. Vamos construir uma ponte que ligue Manaquiri a Iranduba ou Manacapuru para que possamos resolver isso, porque senão se eu e você quiséssemos, hoje, ir a Porto Velho ou a qualquer lugar do Brasil pela BR-319, nós ficaríamos de um a dois dias na fila da balsa aguardando para chegar no Careiro da Várzea. Isso nós não queremos mais”, afirmou.
Sendo o único candidato a possuir em seu plano de governo a instalação de um gabinete de crise climática que seria instalado logo após sua posse caso seja eleito, Isael Munduruku explicou que esse dispositivo servirá para socorrer a população com equipes específicas para a saúde, que deverá atender comunidades ou municípios isolados, além de uma equipe de segurança específica para levar alimentos e medicamentos.
Na segurança pública, o candidato defendeu atuação do estado nas regiões de fronteira para evitar que entorpecentes cheguem até os municípios, evitando confrontos dentro das comunidades. Ele também prometeu destinar recursos públicos para associações comunitárias e movimentos sociais que deem estrutura para jovens com cursos e empregabilidade, tirando a juventude das mãos do tráfico de drogas.
“E de forma pontual, chamar os concursados, fazer novos concursos, equipar melhor a polícia e trabalhar os planos de carreira, as promoções que estão pendentes e, assim, fazer um sistema de segurança que funcione. Não adianta pensar que segurança pública é um problema só de polícia. Vamos envolver toda a sociedade nesse combate”, completou.