Coordenador da campanha de Lula no Amazonas diz que mobilização foi forte no interior, mas esteve “mais morta” em Manaus. Ele quer mudar o cenário a 17 dias do segundo turno
Coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula no Amazonas (Foto: Junio Matos)
O coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula no Amazonas, Marcelo Ramos, afirmou que o futuro da Zona Franca de Manaus está em jogo no segundo turno contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ramos também avaliou que a campanha foi forte no interior, mas esteve “mais morta” em Manaus, e disse que pretende mudar esse cenário nos 17 dias que restam até o segundo turno, em 25 de outubro.
“Penso que essa largada do segundo turno acendeu o sinal de alerta para as pessoas do que está em jogo nessa eleição. O que está em jogo não é simplesmente a vitória de Lula ou do Bolsonaro. O que está em jogo é a Zona Franca de Manaus, a preservação da floresta, o direito de nós, amazonenses, decidirmos os destinos do nosso estado e usufruirmos das riquezas que a natureza nos deu”, afirmou em coletiva de imprensa convocada nesta quinta-feira (8).
Ele falou de mobilizações espontâneas em favor de Lula que tem ocorrido pela cidade, como uma protagonizada por estudante da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) na manhã desta quinta. Segundo ele, uma das estratégias para este segundo turno é manter esse tipo de atividade e focar em virar votos por meio do diálogo.
“Nós queremos falar com as pessoas e sair pelos bairros de Manaus. Hoje, a Ufam caminhou pelo Coroado. Amanhã eles vão separar equipes e caminhar fazendo porta a porta nos bairros próximos da Ufam. A mensagem nessa reta final é de que nós vamos ter comando concentrado, organizado, com uma agenda estruturada, mas que a campanha do presidente Lula não pertence à coordenação, não pertence só aos partidos que apoiam o presidente Lula. Pertence a todos os homens e mulheres amazonenses que querem renovar o mandato do presidente”, pontuou.
Ele também se solidarizou com influenciadores digitais, agremiações e artistas que se manifestaram a favor do presidente Lula ou que, mesmo não declarando voto ao petista, criticaram o candidato Flávio Bolsonaro.
“O humorista William de Oliveira teve que retirar o vídeo [em que criticava Flávio], ficou num sofrimento, foi atacado porque simplesmente deu uma opinião sobre a escala 6x1, ele nem falou em quem ele ia votar”, comentou.
Marcelo Ramos lembrou do ato que está marcado para Manaus, no próximo domingo, às 16h, no Largo São Sebastião, e de ameaças contra a militância que participará do movimento.
“Hoje me mandaram post que está sendo distribuído na manifestação de domingo, que é um áudio chamando atiradores para irem atirar em petistas. É isso que está em risco nesse momento da vida do nosso país, e eu tenho certeza que a grande maioria dos amazonenses, mesmo aqueles que votam no candidato de oposição ou que votaram no candidato de oposição no primeiro turno, não concordam em atirar em alguém porque pensa diferente”, declarou.
No primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro foi o mais votado em Manaus, com 54,28% dos votos válidos, contra 37,13% de Lula. No Amazonas, o cenário se inverteu: Lula recebeu 48,04% dos votos válidos, enquanto Flávio teve 45,16%. Ao todo, Lula foi o mais votado em 54 dos 62 municípios do estado, enquanto Flávio venceu em oito: Manaus, Apuí, Humaitá, Canutama, Tapauá, Boca do Acre, Guajará e Japurá.