ELEIÇÃO

Eron afirma que PCdoB não tem restrição a nomes em meio a imbróglio de Marcelo Ramos

Pré-candidato avaliou que o partido ainda não tem condições de avaliar um nome que não foi oficialmente posto à discussão

Lucas dos Santos
online@acritica.com
22/07/2026 às 18:40.
Atualizado em 22/07/2026 às 18:41

Eron Bezerra (Foto: Daniel Brandão/AC)

O pré-candidato a deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) avaliou que o Partido Comunista do Brasil não tem nenhuma restrição a qualquer nome que a federação apresente. A fala ocorre em meio à situação envolvendo o ex-deputado Marcelo Ramos (PT), que busca ser oficializado como o candidato do Partido dos Trabalhadores ao Senado, mas enfrenta resistência da direção nacional devido a um pedido do senador Eduardo Braga (MDB).

À reportagem, Eron Bezerra afirmou que o PCdoB não pode opinar sobre a candidatura de Marcelo Ramos, já que ela “legalmente não existe”. Segundo ele, até hoje o PT não o apresentou como o nome da legenda para que a federação, completada com o Partido Verde (PV), fizesse qualquer consideração.

“A federação tem dois nomes pré-apresentados. Um diretamente apresentado pela direção nacional da federação, que é do senador Eduardo Braga, e o outro pretendente para a segunda vaga é do ex-deputado Marcelo Ramos. Mas ele tem que ser apresentado pelo PT. Essa postulação nunca chegou ao PCdoB, portanto o partido não tem como deliberar sobre um nome que não existe para ser deliberado, olhe o dilema. É uma situação delicada”, disse.

Sendo pré-candidato, Eron Bezerra estima que a federação PT-PCdoB-PV tem potencial para eleger até três deputados na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM). Segundo ele, na última eleição, a terceira vaga não foi obtida por apenas 3 mil votos.

“Nós temos o entendimento que a federação tem condições de eleger três deputados hoje sem muita dificuldade, até porque tem uma chapa melhor. Alguém pode dizer que saiu parte do PV. Sim, mas entraram outros no PV, naturalmente entrou muito mais gente para ser candidato. Então, a chapa tem condições, o objetivo é eleger até três ou mais, quem sabe”, completou.

A federação elegeu em 2022 os deputados estaduais Sinésio Campos (PT) e Carlinhos Bessa (PV). Esse último deixou a sigla na janela partidária, passando a integrar o União Brasil do governador Roberto Cidade e do ex-governador Wilson Lima.

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