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Candidatos citam pandemia, educação e ZFM para manter ataques no debate

Roberto Cidade tenta se descolar de Wilson, Maria defende ‘Flávio pró-ZFM’ e Omar acusa David de não valorizar professores

Waldick Junior
28/09/2026 às 22:49.
Atualizado em 28/09/2026 às 22:49

Segundo bloco do debate foi voltado para temas livres (Foto: Daniel Brandão)

Candidatos ao governo do Amazonas resgataram a pandemia de covid-19, a Cidade Universitária e a Zona Franca de Manaus para manter a troca de ataques no segundo bloco do debate da TV Acrítica, exibido na noite desta segunda-feira (28). 

Em um bloco com tema livre, os postulantes ao governo focaram em saúde e educação, duas das pautas mais relevantes para eleitores. Roberto Cidade (União) acusou David Almeida (Avante) de atender apenas 3% das demandas do SISREG, e afirmou que o ex-prefeito de Manaus prometeu o Hospital Dia e não entregou. 

Em resposta, o candidato do Avante disse que, quando governador interino, em 2017, realizou mais de 1,9 mil cirurgias eletivas no Hospital Delphina Aziz. “Agora, você e o Wilson Lima não eram nem para estar pedindo votos (sic). Vocês, era para estar pedindo desculpas”, disparou.

Omar Aziz (PSD) abriu uma ‘dobradinha’ com Isael Munduruku (Rede) para atacar Roberto Cidade e o ex-governador Wilson Lima na pauta da educação. O candidato do PSD lembrou que, quando governador, entregou notebooks a professores e alunos do terceiro ano do ensino médio.

O nome da Rede denunciou “escolas sucateadas” no estado, mas aproveitou para alfinetar Aziz. “Você é senador há 12 anos, ou seja, teria condições de intervir”, e completou “não basta apenas vir aqui e dizer ‘olha o governo’, porque você está, na prática, há mais de uma década no Senado”.

Pandemia

Maria do Carmo (PL) foi a primeira a citar nominalmente a pandemia no segundo bloco, ao direcionar uma pergunta a Roberto Cidade, a quem chamou de “menino do Wilson Lima”. Ela acusou o atual governador de votar para manter o ex-governador no cargo no processo de Impeachment que tramitou na Assembleia Legislativa, em 2020.

“Vou voltar a esse assunto, porque é doloroso. Você depois [de votar no impeachment] deixou contratos de meio bilhão de reais para a sua família. Você acredita em coincidência? Os contratos da sua família estão pagos, mas as vítimas [da pandemia] não receberam indenizações do governo”, pontuou Maria.

Roberto Cidade, ao responder, buscou se descolar de Wilson Lima. “Sou candidato da minha própria história”, disse. E acusou Maria do Carmo de mentir sobre ser um novo nome da política.

“Quando você fala de família, o seu marido já foi preso. Quando você fala de família, a sua filha, hoje, usou a bolsa universitária da Assembleia [Legislativa]”, afirmou o candidato do União.

David Almeida lembrou que o Amazonas ficou em último lugar nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) durante o governo Wilson Lima, mirando em Cidade, e na 26ª posição na gestão Omar Aziz. “O senador pegava dinheiro do Fundeb e comprava tablet, que não tinha nenhuma relação na questão pedagógica”, disse. 

E lembrou da Cidade Universitária, obra da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no governo de Omar Aziz, que não foi entregue. O senador respondeu que David também enviou recursos para a obra e, portanto, também tem responsabilidade.

Omar Aziz acusou ainda David Almeida de aumentar o tempo de serviço dos profissionais em educação e não garantir a valorização dos servidores. “Como prefeito, em seis anos, ele não valorizou você, data-base, recuperar a inflação. Eu, como governador, dei a data-base sempre acima da inflação”.

Zona Franca

Isael Munduruku acusou Maria do Carmo de apoiar um candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, que é contra a Zona Franca de Manaus. Ela afirmou que o assunto é página virada. “Ele é a favor da Zona Franca, hoje, como candidato a presidente. Isso é um assunto superado. É óbcio que cada senador tem o dever [de defender seu estado]”.

Maria do Carmo disse ter viajado para São Gabriel da Cachoeira, município mais indígena do estado, e disparou a Isael Munduruku, “seu povo está abandonado”. Ela afirmou que as populações indígenas querem alguém que trabalhe. “Me comprometi com o teu povo, de que vou mudar a história desses povos que estão abandonados lá há muito tempo”.

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