O crime ocorreu em 20 de março de 2024, após o Paulo Bardales romper politicamente com o pai da vítima
Paulo Cesar Pereira Bardales foi condenado a um ano e um mês em regime aberto por violência doméstica (Foto: Reprodução)
O vereador de Tabatinga (1100 quilômetros de Manaus), Paulo Cesar Pereira Bardales, foi condenado a um ano e um mês em regime aberto por violência doméstica contra a ex-companheira. A decisão foi dada no dia 8 de abril pelo juiz Edson Rosas Neto, da 1ª Vara da Comarca de Tabatinga,
O réu também foi condenado à reparação dos danos morais causados à vítima, com o valor mínimo indenizatório em R$ 5 mil. Além disso, Paulo Cesar deve arcar com todos os custos processuais. Com o trânsito em julgado, o juiz oficializou ao Tribunal Regional Eleitoral a suspensão dos direitos políticos do réu.
O crime aconteceu no dia 20 de março deste ano, o vereador teria utilizado o carro da Câmara de Tabatinga para ir até sua residência, junto com alguns funcionários, e que ao chegar no local começou atacar Sayara Bemerguy, sua ex-companheira.
“Vem aqui fora, que eu quero que você aponte quem dos meus funcionários disse que tenho amante aqui na cidade”, disse a vítima em seu relato à Polícia Civil.
Ainda segundo o relato, ao não ser correspondido, o vereador tentou arrombar a porta, momento em que a vítima decidiu abrir e Bardales começou a quebrar as coisas da cozinha com uma tábua de cortar carne e ao tentar impedi-lo para proteger seus bens, a vítima entrou em luta corporal com o vereador, que a agrediu , deixando marcas na região do tórax e nos membros superiores.
Além das agressões físicas, a vítima informou que já sofria violência psicológica há mais de 1 ano e 1 mês, em virtude do rompimento político ocorrido entre o autor e o pai, Saul Bemerguy, prefeito de Tabatinga. Sayara disse à polícia que no dia 3 de março de 2023, o autor ficou muito agressivo, por ciúmes e, em uma briga, a segurou com os dois braços, sacudindo-a e jogando ela no chão e, que quando caiu no chão ele chutou a sua perna, ocasionando diversas lesões, apresentadas por fotos no ato do registro e que algumas das agressões aconteciam na frente do filho do casal, de apenas 7 anos, que tentava impedir o pai durante as brigas.