Réus são acusados de matar jovem grávida e ocultar o corpo da vítima em Manaus
Juiz prevê ao menos três dias de julgamento devido à complexidade do processo (Foto: Iron Farias / TJAM)
O julgamento do Caso Débora, que tem como réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, deve durar pelo menos três dias, segundo o juiz Fábio Alfaia, responsável por conduzir a sessão do Tribunal do Júri.
Os dois são acusados da morte de Débora da Silva Alves, que tinha 18 anos na época do crime, além da morte do bebê que ela gestava.
O juiz também informou que pretende evitar sessões durante a noite para não causar desgaste aos jurados.
Após sorteio realizado em plenário, o Conselho de Sentença foi formado por cinco homens e duas mulheres.
Os réus foram apresentados pela administração penitenciária e acompanham o julgamento no fórum.
Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a sessão começou com análise de pedidos apresentados pela acusação e pelas defesas.
Ao todo, oito testemunhas foram indicadas pelo Ministério Público. Já as defesas apresentaram nove testemunhas em favor de Gil Romero Machado Batista e outras cinco em favor de José Nílson Azevedo da Silva.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a paternidade da criança.
Os réus respondem por homicídio qualificado, feminicídio, violência doméstica, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com crueldade e dificultando qualquer possibilidade de defesa da vítima.