Caso Djidja

Defesa da família Cardoso nega “seita” e venda de drogas

Advogada afirmou que seringas encontradas pela polícia nos salões eram de shampoo e ampolas capilar

Emile Sousa
online@acritica.com
02/06/2024 às 11:43.
Atualizado em 02/06/2024 às 12:59

Lidiane Roque explicou que seringas encontradas pela polícia eram usadas com xampu e condicionador (Jeiza Russo)

A advogada de defesa da família de Djidja Cardoso, Lidiane Roque, negou a existência de um seita e de venda de drogas nas três unidades do salão Belle Femme. Durante a coletiva de imprensa deste domingo (2), o jurídico relatou contato próximo com a família e que teria sido convidada a usar Ketamina. 

“Quanto à questão de rituais e seitas, não existia seita, eu sou testemunha ocular, que sob efeito de drogas, eles pregavam a filosofia prevista no livro Cartas de Cristo, mas não existia seita, não existia envolver funcionários. Não existia rituais satânicos, que envolvam animais”, disse Lidiane Roque.

Coletiva aconteceu em frente ao salão de beleza que pertencia à Djidja Cardoso, na Cidade Nova (Jeiza Russo)

 Questionada sobre as acusações contra Ademar Cardoso, irmão de Djidja, sobre estupro, cárcere privado e injetar drogas sem o consentimento da ex-namorada, a advogada ressaltou que o processo está em andamento e a defesa irá se pronunciar quando tiver mais detalhes. 

 Embora Lidiane Roque tenha negado qualquer participação ilícita da família, a outra advogada, Nauzila Campos, informou que Djidja poderia ser presa. 

“Se essa operação do dr. Cícero, delegado titular do 1° DIP tivesse sido deflagrada a algumas semanas atrás, a Djidja estaria viva. A Djidja estaria presa, mas estaria viva”, Nauzila Campos.

Lidiane Roque ressaltou que o salão emprega 200 funcionários nas três unidades e que negaram coação para participar da seita “Mãe, Pai, Vida” e que o material coletado pelo delegado titular do 1º DIP, Cícero Túlio, como ampolas e seringas, seria utilizado para tratamento capilar. 

“Aquelas seringas tinham conteúdo de material de shampoo e condicionador e eu também, sou cliente do Belle Femme e confirmo isso”, contou Roque.

Advogada Idiane Roque durante coletiva na frente do Salão Belle Femme (Jeiza Russo)

 O jurídico cobrou ação policial para procurar os fornecedores do medicamento, alegando que os integrantes da família sofriam de dependência química:

“Cadê o dono da clínica que fornecia esse medicamento pesadíssimo e perigoso?”.

 Lidiane informou que era amiga pessoal e acompanhava também o contábil da empresa e garantiu que não foi feita retirada do valor de R$60 mil por Ademar Cardoso para práticas ilícitas. 

“Falei com o contábil e disse ´Lidi, não tínhamos dinheiro mal para pagar as contas´. Já está à disposição da Justiça os documentos contábeis da empresa e não houve nenhuma irregularidade” , informou a advogada.

 Lidiane Roque informou que Cleusimar Cardoso a teria convidado para usar ketamina, mas que o uso é escolha individual e não obrigatório, como informado em trechos do Inquérito Policial. 

“Nunca fui convidada para a seita e nunca usaram a expressão seita. Me causa estranheza o delegado falar isso. A dona Cleusimar gostava de falar da filosofia de vida dela, de Cartas de Cristo, mas seita não”.

Advogada Nauzila Campos durante coletiva na manhã deste domingo (2) (Jeiza Russo)

 Sobre a defesa da família, Nauzila Campos, destacou que estão atuando no caso e que em breve farão outra coletiva quando tiverem mais informações, dentro de 15 a 30 dias. 

“O processo ainda está no início, temos informações preliminares. Muita coisa que a defesa não faz ideia, porque está sendo apurado”.

Lidiane Roque disse que informações estão sendo deturpadas nos meios de comunicação e que uma familiar de Djidja teve o depoimento alterado e que será refeito nesta segunda-feira (3), com a presença de um advogado, pois a testemunha não teria mencionado a existência da seita ao delegado, como constou nos registros. Lidiane informou, ainda, que Cleusimar Cardoso está sofrendo com abstinência no presídio. Vale lembrar que após a prisão, foram encontradas duas ampolas nas partes íntimas de Cleusimar Cardoso durante revista.

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