progressão de regime

Condenada por tráfico de drogas, mãe de Djidja passa para regime semiaberto

Cleusimar Cardoso, 55 anos, passa a usar tornozeleira eletrônica e deve ficar em casa de 22h até às 6h

Robson Adriano
online@acritica.com
29/09/2026 às 16:55.
Atualizado em 29/09/2026 às 17:26

(Foto: Daniel Brandão / A Crítica)

Cleusimar Cardoso, 55 anos, condenada na Justiça a mais de 10 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas no Caso Djidja,  foi posta em liberdade na tarde desta terça-feira (29) após progressão para o regime semiaberto mediante uso de tornozeleira eletrônica. “É um recomeço”, declarou ao chegar no Salão Belle Femme, situado no bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus.

O advogado Wendel Almeida, que compõe a equipe de defesa de Cleusimar, explicou sobre esse momento. “A dona Cleusimar nunca fui acusada de homicídio. Ela, por enquanto, está cumprindo a pena dela, mas está em fase de recurso. Temos que trabalhar nas instâncias superiores, porque acreditamos na liberdade da dona Cleusimar. Tudo aqui para frente é uma vida nova. O próximo passo da defesa é continuar o recurso e pedir mais remissões para abater a pena dela".

Cleusimar é mãe de Djidja Cardoso, 32 anos, que morreu no dia 28 de maio de 2024, assim como do empresário Ademar Cardoso Neto, 31 anos, também condenado a dez anos de prisão em regime fechado. Os dois foram presos no dia 30 de maio de 2024 no âmbito da operação Mandrágora, que investigou o uso de Ketamina, em uma suposta seita religiosa denominada “Pai, Mãe e Vida”. Cleusimar e Ademar foram apontados pela polícia como líderes dessa organização.

Conforme o advogado, Ademar pode progredir para o regime semiaberto em janeiro de 2027.

“O próximo passo (da defesa) é o Ademar. O Ademar está com a progressão prevista para janeiro do ano que vem, mas faltam algumas remissões a serem abatidas. Estamos com um cálculo de que, mais ou menos, pode vir para outubro ou novembro deste ano. De certeza, ele está com remissão para vim em janeiro do ano que vem”, detalhou Wendel.

(Foto: Daniel Brandão/ A Crítica)

Na unidade prisional, Cleusimar cumpriu os requisitos. “Ela estudou, fez curso, fez faculdade, ela trabalhou lá dentro no projeto ‘Trabalhando a Liberdade’. Toda pessoa tem o direito de abater a pena. Ela vai continuar cumprindo a pena aqui fora, mas de uma maneira branda”, disse. Ela cursa a faculdade logística e deve ficar em casa de 22h até às 6h e não pode deixar Manaus sem autorização judicial. “Essa tornozeleira tem data para ser retirada: em janeiro de 2028, quando ela progride para o  (regime) aberto”. complementou.,

Condenações

No dia 22 de julho deste ano, uma nova sentença proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante sentenciou Cleusimar e Ademar a mais de dez anos de prisão. Além de mãe e filho, os demais envolvidos no “Caso Djidja” também foram condenados. A ex-gerente do salão Belle Femme, Verônica da Costa Seixas, foi condenada a 10 anos de reclusão, em regime fechado, mas recorre em liberdade. 

(Foto: Daniel Brandão)

O personal trainer Hatus Moraes Silveira recebeu pena de 10 anos e cinco meses, também em regime fechado, e não pode recorrer em liberdade. Já José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet, foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão. A sentença manteve a prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.

Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja, foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, mas recorre em liberdade. Entre os sete condenados, Sávio Soares Pereira, funcionário da MaxVet, foi o único que teve a pena fixada inicialmente no regime semiaberto. Ele recebeu nove anos de reclusão, com detração pelo período em que permaneceu preso preventivamente.

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