Nas tendas montadas para o público, torcedores dos bois Garantido e Caprichoso recorrem ao tradicional acessório de sinhá para amenizar o calor enquanto aguardam a abertura dos portões.
Seja do Garantido ou do Caprichoso, o uso do leque é tão popular entre as galeras que já está se transformando em 'Figura Típica Regional' em Parintins (Fotos: Robson Adriano/A CRÍTICA)
Com o calor que faz em Parintins (distante 369 quilômetros em linha reta de Manaus), uma figura típica regional se tornou indispensável para enfrentar as horas na fila para entrar no Bumbódromo: o leque. Nas tendas montadas para o público, torcedores dos bois Garantido e Caprichoso recorrem ao tradicional acessório de sinhá para amenizar o calor enquanto aguardam a abertura dos portões.
Muitos chegaram ainda nas primeiras horas desta sexta-feira (26), dispostos a garantir um bom lugar para acompanhar a primeira noite de apresentações. Como a Yonai Soares, 13 anos, que acompanhada de responsáveis, chegou às 5 horas na fila do boi Garantido e para suportar o calor emprestou o leque da amiga Jeane Rayssa, 15 anos.
Yonai Soares, 13 anos (à direita) e Jeane Rayssa, 15 anos (à esquerda). Foto: Robson Adriano/A CRÍTICA
LEIA MAIS >>> Por que faz tanto calor em Parintins? Especialista explica aumento da sensação térmica na ilha
Myrrana Menezes, 16 anos, desde 8 da manhã na fila do boi Caprichoso, tenta fugir do calor com o leque. “O leque ajuda. E todo mundo está aqui com um leque ou é de papel ou é de tecido. Tem que ter o leque. É muito calor”, disse. Para ela, todo esforço é válido para assistir a apresentação do boi amado. “Vale a pena. Já é o segundo que eu entro para ver o Caprichoso e é inexplicável. Eu choro toda vez”, disse a adolescente.
Myrrana Menezes, 16 anos (esquerda). Foto: Robson Adriano/A CRÍTICA
A torcedora encarnada Tarcilane Capote, 46 anos, também tenta fugir das altas temperaturas com a ajuda de três itens necessários.
Tarcilane Capote, 46 anos. Foto: Robson Adriano/A CRÍTICA
Robert Vasconcelos, 37 anos, classificou o acessório como “kit de sobrevivência”.
Robert Vasconcelos, 37 anos. Foto: Robson Adriano/A CRÍTICA
“Meu Deus, isso aqui é um kit de sobrevivência. Cheguei em Parintins ontem (25) às 16h e na fila cheguei hoje (26) às 7h. Vale a pena para ver o Caprichoso. A experiência não tem explicação. Parintins é surreal”, frisou.