Na maioria das ocasiões, com direito a discurso, registros profissionais nas redes e protagonismo crescente na comunicação institucional, indicativo de que Thaisa terá papel ativo na construção da imagem pública da nova gestão.
(Foto: Divulgação)
A presença da primeiradama Thaisa Cidade em agendas oficiais do Governo do Amazonas deixou de ser protocolar. Em menos de uma semana, ela apareceu em ações sociais, entrega de ajuda humanitária às vítimas da cheia, evento do Auxílio Estadual e até em solenidade de curso de defesa pessoal feminina. Na maioria das ocasiões, com direito a discurso, registros profissionais nas redes e protagonismo crescente na comunicação institucional, indicativo de que Thaisa terá papel ativo na construção da imagem pública da nova gestão.
Exposição - Entre domingo e segunda, a manchete “Primeira-dama Thaisa Cidade participa da entrega de certificação para alunas de curso de defesa pessoal” permaneceu 24 horas como principal destaque do site da Agência Amazonas, do Governo do Estado, e ainda na página oficial do Executivo Estadual.
Capitalização - O movimento mostra que o núcleo do novo governo tenta construir uma imagem de sensibilidade social e proximidade popular, usando Thaisa como peça estratégica dessa narrativa. Em vídeo publicado nas redes sociais sobre a Operação Cheia, ela aparece no galpão que reúne donativos destinados ao interior e diz: “Esse é o trabalho do nosso governador Roberto Cidade”.
Trajetória - Vale observar que a presença de Thaisa nas agendas não surgiu de forma repentina. Desde o período em que Roberto Cidade presidia a ALE/AM, ela já mantinha atuação em ações sociais, visitas a comunidades e divulgação de projetos ligados ao mandato do marido, o que ajuda a dar naturalidade ao novo protagonismo político.
Observatório - O vereador José Ricardo (PT) planeja transformar dados dispersos sobre violência contra mulheres em ferramenta de cobrança e planejamento público. Ele protocolou na Câmara Municipal de Manaus (CMM) um projeto que cria o Observatório da Violência contra a Mulher, com a missão de cruzar informações de áreas como saúde, segurança e assistência social.
Mapeamento - A iniciativa aponta a concentração de feminicídios nas zonas Norte e Leste e o peso dos crimes cometidos dentro da própria casa das vítimas. A proposta mira um dos principais gargalos no enfrentamento à violência de gênero, que é a falta de leitura integrada dos casos. O argumento de José Ricardo é que, sem dados organizados, o poder público age no escuro.
Tragédia - Apesar da queda de 16,4% nas mortes de motociclistas no Amazonas, em 2025, dados da FVS mostram que as motos seguem no centro da tragédia no trânsito. Ao todo, 275 motociclistas morreram no ano passado, grupo que concentrou 58,5% de todos os óbitos registrados em acidentes viários no estado. Homens entre 20 e 39 anos aparecem como as principais vítimas.
Escalada - O custo da imprudência também pesa no sistema público de saúde. Entre 2021 e 2025, as internações envolvendo motociclistas cresceram 149% no Amazonas, enquanto as despesas hospitalares dispararam 202%, ultrapassando R$ 4,3 milhões apenas em 2025.
Risco - Os finais de semana seguem como período mais crítico, com maior concentração de acidentes aos sábados e domingos. A FVS defende ações educacionais, fiscalização rigorosa e melhoria da infraestrutura viária.