SIM E NÃO

Pesquisa incomoda advogados

Sondagem telefônica pergunta em quem os profissionais vão votar na disputa por uma vaga no TJ-AM

André Alves
20/12/2025 às 07:43.
Atualizado em 20/12/2025 às 07:50

Votação para escolha da lista com seis nomes de advogados para disputar uma vaga no TJ-AM, que ocorreria nessa semana, foi adiada (Foto: Divulgação)

Quanto mais se alonga, mais polêmica a disputa pela vaga de desembargador do TJ/AM produz. Agora, uma pesquisa telefônica que pergunta a “preferência” e “em quem você vai votar” na disputa do Quinto Constitucional passou a causar desconforto entre advogados. A ligação é cirúrgica e mira exclusivamente quem tem inscrição ativa na Ordem. Por óbvio, se a lista de contatos é personalizada e formada somente por advogados, a conclusão da classe é que alguém teve acesso a um banco de dados profissional. 

A suspeita de compartilhamento indevido de mailing coloca a OAB-AM sob pressão, já que a Ordem administra o cadastro dos advogados.

A controvérsia é só mais uma, dentre tantas, na corrida pela vaga aberta com a saída do desembargador Domingos Chalub, que se aposentou em agosto.

A eleição para a formação da lista sêxtupla, aliás, iria acontecer na última sexta-feira (19), mas, foi suspensa por decisão cautelar no Conselho Federal da OAB.

A cautelar nasceu de uma contestação contra o deferimento da candidatura de Grace Benayon, sob o argumento de não cumprir o decênio “ininterrupto” de advocacia. Com a suspensão até o julgamento do mérito, a definição ficou para 2026. Porém...

Ontem, em novo capítulo da novela, a advogada Grace Benayon recorreu à Justiça Federal para obrigar a OAB a manter a eleição, e realizá-la ainda em 2025. “Não é justo que toda a advocacia amazonense seja penalizada com a suspensão de um pleito por conta de questionamentos que já foram analisados”, disse ela.

Em postagem nas redes sociais, o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) mirou o senador Plínio Valério (PSDB) ao reagir ao chamado “PL da Dosimetria”. Sem cita-lo diretamente, Ramos acusou o parlamentar de oportunismo.

O petista lembrou que as penas hoje criticadas como “exageradas” pelo STF foram aprovadas no Congresso, com voto do próprio senador, para crimes como atentado ao Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe. “Quando era abstrata, era justa; quando atingiu aliado, virou exagerada”, cutucou.

O senador Plínio Valério afirmou que votou a favor do chamado PL da Dosimetria por considerar que a medida corrige penas “desproporcionais” e busca “mais equilíbrio e justiça” para condenados, segundo ele, de forma exagerada pelos atos de 8 de janeiro.

Conforme o parlamentar, seu voto reflete o que ouve no Amazonas: “justiça, responsabilidade e respeito”. Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) não participaram da votação.

ados para apurar indícios de “funcionários fantasmas” ​na gestão.

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