Apagões prolongados afetam moradores, causam prejuízos e ampliam os impactos do calor sobre trabalhadores, estudantes e pessoas vulneráveis
Nesta semana, moradores Moradores do Piorini protestam contra falta de energia elétrica há quatro dias (Foto: Jeiza Russo)
Após quatro dias sem energia elétrica, parcela dos moradores da região do Piorini, no bairro Colônia Terra Nova, zona Norte de Manaus, decidiu ir às ruas e protestar. Trata-se de caminho natural diante da situação vivida em meio de elevada temperatura. A situação tem se mantido difícil mesmo com energia elétrica regular, que permite operar aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e manter a geladeira ativa, é possível pensar a grave condição a que foram submetidos os moradores da comunidade.
Não é apenas a Colônia Terra Nova que padece com a queda e ou o racionamento de energia elétrica. O fornecimento tem sido interrompido em outras áreas da cidade tanto durante o dia quanto à noite por horas. Falta até o momento uma explicação decente por parte da concessionária para tais ocorrências e, principalmente, a ação da justiça que possa oferecer iniciativa de reparação às vítimas.
Em tempo de calor extremo conviver com a falta de luz é ser castigado duas vezes e ter que lidar com uma série de prejuízos. Na Colônia Terra Nova, moradores relatam as perdas de alimentos em decorrência d longo período ser energia. Não se pode silenciar sobre a questão ou minimizá-la. É preciso tomar providências efetivas.
Há outro tipo de perda que não é computada. Aquela que provoca danos mentais. Centenas de pessoas ficam sem dormir pela falta de energia e o calor intenso e, no outro dia, trabalhadores e estudantes têm que cumprir suas atividades mesmo com seus corpos exauridos e os sentidos mais lentos pelo desgaste. Pessoas que permanecem em casa igualmente padecem desse mal-estar e aquelas com algum tipo de deficiência, doentes, sofrem mais ainda.
A repetição da falta de energia na cidade e a lentidão nas respostas esclarecedoras e saneadoras criam a sensação de que a população está órfã e deverá agir por conta própria na busca da resolução. As comissões de defesa do consumidor, o programa de defesa do consumidor, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) e outras instâncias do poder têm fatos para se pronunciaram e agirem em menor espaço de tempo. O nível de sofrimento provocado pela falta de luz ou de água exatamente nesse período é inaceitável, mas segue, como se as concessionárias não tivessem que prestar contas.