Fogo que atingiu área de descarte de resíduos desde quinta-feira levanta alerta sobre saúde dos moradores, impactos ambientais e falta de estrutura para combater incêndios no Amazonas
Incêndio teve início na quinta-feira (Foto: Reprodução)
Desde às 15h de quinta-feira (13) um incêndio em área chamada de lixão no município de Iranduba, a 25 quilômetros de Manaus. O caso expõe a fragilidade do Poder Público para lidar com situações dessa natureza e o risco permanente a que todos estão submetidos.
Na tarde de sexta-feira, técnicos do Corpo de Bombeiros revelavam a exaustão pelas horas trabalhadas para debelar o fogo. Não havia até essa data informação sobre o que provocou o incêndio. Iranduba integra a Região Metropolitana de Manaus.
As sequelas do incêndio estão espalhadas e ainda não há dados a respeito de levantamento ampliado para sistematizá-las e torna-las públicas. Moradores do Iranduba relatam dificuldades para respirar, acessos de tosse, tontura, dor de cabeça também na capital sintomas dessa ordem são citados.
Outras vidas da flora e fauna da região foram queimadas pelo fogo ou estão sendo afetadas por ele e destas, possivelmente, se saberá com mais detalhes. Prevalece a ideia de que pouco importam embora sejam de relevância para o equilíbrio do ecossistema.
A implantação do lixão em Iranduba é fruto de um processo danoso às comunidades da região. Prevaleceram determinados mecanismos sobre a necessidade de escutar os moradores e construir uma proposta que representasse a vontade de todos os agentes envolvidos nesse processo e o respeito à educação ambiental. Iranduba poderia ter, hoje, um outro modelo de aterro que se constituiria em boas práticas e uma referência.
Ao contrário, o lixão foi tornado realidade diante das manifestações de comunitários, da preocupação dos agricultores e outros investidores que atuam naquela região e se sentem atingidos pelo mau cheiro e a poluição sonora ambiental. Se no passado Iranduba sofreu com um tipo de atividade – oleiro-cerâmico – que deixou imensas valas, hoje o lixão soma-se a essa conduta de desrespeito.
O incêndio grita um alerta em suas labaredas: qual é a estrutura em recursos humanos, de equipamentos e do conjunto de técnicas que o Amazonas possui? Neste período, de calor extremo, áreas com vegetação ressecadas, focos de fogo em diferentes locais, o perigo ronda os moradores tanto em Manaus quanto nos demais municípios. As ações desenvolvidas são paliativas e estão longe de ser preventivas, pois, chegam quando o problema já está acontecendo e ou, em casos mais graves o incêndio se tornou uma realidade.