IA: convocada para a Copa do Mundo 2026

Enquanto Neymar veste a amarelinha, a inteligência artificial veste todas as seleções.

Yuri Veríssimo
19/05/2026 às 11:05.
Atualizado em 19/05/2026 às 11:05

Confesso que sorri de orelha a orelha quando vi o nome de Neymar na lista de Ancelotti para a Copa do Mundo. O camisa 10, depois de tantas lesões, críticas e dúvidas, voltou. Enquanto o Brasil comemora o retorno do craque, existe outro nome que também foi convocado e que jogará em todas as partidas, em todas as seleções e em todos os estádios: a inteligência artificial.

A bola da Copa de 2026 contará com um chip de inteligência artificial e um sensor de movimento de 500 Hz integrados, enviando em tempo real dados como posição, rotação e impacto do chute para a arbitragem. Esses dados se cruzam com 16 câmeras posicionadas sob a cobertura dos estádios, capazes de identificar 29 pontos do corpo de cada jogador até 50 vezes por segundo. Resultado? Impedimento decidido em segundos.

A FIFA criará avatares digitais em 3D para os 1.248 jogadores inscritos. Cada atleta passará por um escaneamento ultrarrápido, de cerca de um segundo, capaz de registrar medidas corporais com alta precisão. Essa iniciativa irá alimentar transmissões, aprimorar análises táticas e gerar experiências imersivas para o torcedor, prometendo um show do intervalo com um toque totalmente inovador.

Desenvolvido em parceria entre FIFA e Lenovo, o Football AI Pro coordena múltiplos agentes de IA para analisar milhões de pontos de dados e mais de duas mil métricas específicas do futebol em tempo real, transformando dados brutos em inteligência acionável nos momentos mais críticos. Cada comissão técnica terá acesso a esse arsenal, reduzindo assimetrias entre federações com estruturas muito distintas.

O que isso nos ensina?

Aqui está o ponto que mais me chama atenção: a IA aparece para otimizar processos, apoiar decisões e enriquecer a experiência, sem alterar regras ou interferir diretamente na essência do jogo. A palavra final continua sendo do árbitro humano. Esse é exatamente o modelo que defendo nos cursos e palestras para profissionais: IA como copiloto, nunca como piloto automático.

A Copa de 2026 vai mostrar ao mundo que a vantagem competitiva não reside apenas em ter a melhor tecnologia, mas na capacidade de fundir o talento humano com a aplicação estratégica da IA.

Assim como Neymar está de volta, a IA já foi convocada também. A pergunta que fica é: na sua vida profissional, a Inteligência Artificial já está em campo?

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