Presidenciável usou agenda no Polo Industrial para rebater inquérito do STF sob relatoria do ministro André Mendonça
Em Manaus, Flávio reagiu a inquérito do STF e visitou fábrica da Moto Honda (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu Manaus para se pronunciar pela primeira vez após a revelação de que é formalmente investigado no caso “Dark Horse”. Nesta sexta-feira (11), o candidato à Presidência da República reagiu à investigação defendendo que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, retire todo o sigilo do inquérito sobre o financiamento do filme que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. “Tira o sigilo de tudo, mostra tudo para o povo”, afirmou.
Desgaste - A condição de investigado de Flávio havia se tornado pública na noite de quinta-feira (10), ampliando a pressão sobre sua campanha em plena corrida presidencial.
Indústria - Antes da manifestação, o candidato visitou a fábrica da Moto Honda, no Distrito Industrial, numa agenda que provocou reação do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.
Protesto - O presidente da entidade, Valdemir Santana, pediu publicamente que a empresa cancelasse a visita e acusou o presidenciável de manter posições contrárias à Zona Franca e aos trabalhadores. O apelo não surtiu efeito: Flávio entrou na fábrica na manhã desta sexta, sob forte esquema de segurança.
Barretos - Além do inquérito sobre o caso “Dark Horse”, Flávio tem outra frente jurídica na campanha presidencial. O TSE determinou o prosseguimento de uma AIJE que apura suposto abuso de poder econômico na participação do presidenciável na Festa do Peão de Barretos.
Batida - A fiscalização eleitoral apertou o cerco contra os chamados “paredões” em Manaus. Na noite de quinta-feira (10), uma equipe do TRE-AM abordou um veículo com equipamento de som de alta potência no Eldorado.
Guincho - Além da orientação sobre as restrições à propaganda sonora, Detran e IMMU descobriram que o licenciamento estava vencido e que o condutor não possuía habilitação. O veículo acabou apreendido.
Restrição - David Almeida (Avante) poderá continuar criticando Wilson Lima e Roberto Cidade (ambos do União Brasil) nas redes sociais, mas não poderá pagar para aumentar o alcance das publicações.
Regra - A juíza auxiliar Mara Elisa Andrade determinou a suspensão do impulsionamento de dois anúncios, ao considerar que a legislação permite publicidade paga para beneficiar a própria candidatura, mas não para ampliar propaganda negativa contra adversários.
Sanção - A Meta deverá bloquear os impulsionamentos e eventual descumprimento pode gerar multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil.
Vistoria - A Justiça Eleitoral mandou verificar um outdoor relacionado à campanha de Omar Aziz (PSD) instalado numa rotatória de Humaitá. O juiz Bruno Rafael Orsi, da 17ª Zona Eleitoral, determinou diligência para confirmar a existência da peça, fotografá-la e tentar identificar quem é responsável pela veiculação.
Advertência - Se localizado, o responsável terá dois dias para retirar ou regularizar a propaganda. O descumprimento pode resultar em comunicação ao MP Eleitoral e apuração por desobediência.