A Câmara Municipal de Manaus possui 41 vereadores e alimenta o desejo de ampliar a bancada, como o fazem a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).
(Foto: Divulgação CMM)
O plenário esvaziado da Câmara Municipal de Manaus (CMM), no primeiro dia de trabalho na Casa, pós-recesso, mostra uma realidade recorrente há décadas.
A mídia fez desse dado uma das pautas do dia e, ao fazer a circulação da ausência de vereadores, coloca o tema na rua em momento em que eleitores são vorazmente buscados.
A Câmara Municipal de Manaus possui 41 vereadores e alimenta o desejo de ampliar a bancada, como o fazem a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM). Há, na Câmara Federal, um embate para que o Amazonas tenha mais deputados para além dos oito da atualidade, neste caso, só não conquistado porque interesses de outros estados têm sido protegidos por acordos.
O período eleitoral deste ano destinado as disputas nacionais, impacta diretamente nas casas legislativas, incluindo a CMM que estará no centro das atenções no ano de 2028.
As atividades tanto na Câmara Municipal quanto na Assembleia Legislativa não foram suspensas, ao contrário, vereadores e deputados devem cumprir suas horas de serviço em plenário e fazer campanha em outros dias que não afetem as atividades das casas.
Tradicionalmente, afeta e, não raro, expõe o descompromisso de deputados e vereadores em relação aos mandatos recebidos e às questões de importância à população do Estado e da capital Manaus. Tem sido difícil garantir o efetivo funcionamento dos dispositivos legais que disciplinam a presença dos parlamentares nas sessões regulares, a ausência e justificativa, a falta, o desconto e outras medidas que regulam a atuação do legislativo. Há um profundo déficit de atenção de deputados e de vereadores em relação ao eleitorado e à população.
Manaus possui problemas estruturais e estes batem à porta da Câmara. Outras questões que poderiam ter sido enfrentadas e resolvidas pela atuação do conjunto dos vereadores se acumulam. Uma Câmara ativa, comprometida com o lugar que a sustenta é mecanismo fundamental. Pode atuar na formulação de um plano real para a cidade tanto no desenvolvimento ecossustentável quanto na busca de boas respostas para os problemas cotidianos dos moradores, projetar iniciativas para receber o futuro citadino.
A Câmara Municipal de uma capital deve ser pensada na correlação sociopolítico, econômico e cultural com o lugar. Manaus exige uma CMM capaz de ser a representação parlamentar de 2.303.732 (dados do IBGE Cidades), o que exige presença, articulação, vontade política e sentir o que afeta a cidade.