Avião agrícola tem capacidade para 1.930 litros de água por operação, o que, segundo o MPC, com base em denúncia, é pouco para os grandes focos de incêndios
(Foto: Divulgação)
O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) deu dez dias para que a Defesa Civil estadual explique a contratação, por R$ 2,1 milhões, de um avião agrícola de combate a incêndios com menor capacidade de atuação. O ofício também cobra esclarecimentos sobre quais opções foram consideradas antes de fechar o contrato sem licitação com a empresa Jusarah Agro Aérea.
(Imagem: Reprodução)
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O MPC usa como base uma reportagem publicada pelo site O Povo Amazonense, na qual o engenheiro e advogado Marcos Maurício, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) defende o uso de aeronaves de maior capacidade para lidar com os incêndios.
“A aeronave seria solução inadequada porque comporta reduzida capacidade de transporte e lançamento de água (menos de 2 mil litros), aquém da capacidade (de 12 mil litros) de aviões mais adequados, tendo sido citado o KC-390 da FAB [Força Aérea Brasileira], usado anteriormente nos incêndios do Pantanal Matogrossense”, diz o procurador Ruy Marcelo Alencar, que assina o ofício.
Além de solicitar uma cópia integral da contratação emergencial, o órgão fiscalizador também quer que a Defesa Civil explique as alternativas estudadas antes do fechamento do contrato. Inclusive, pedidos de uso de aviões de maior porte junto à Força Aérea Brasileira.
Contratação
Conforme portaria n.º 118/2026, publicada no dia 5 de outubro no Diário Oficial, o governo do Amazonas contratou por R$ 2.138.500,00, com dispensa de licitação, uma aeronave de combate a incêndios com piloto e combustível inclusos.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador Roberto Cidade (União) elencou a contratação como um marco para o estado. “O governo investiu, com recursos próprios, em uma aeronave potente para apagar com mais agilidade os incêndios”, disse.
A publicação mostra a aeronave em atuação, auxiliando a controlar os focos de incêndio registrados em Iranduba, na semana passada. A reportagem pediu um posicionamento da Defesa Civil a respeito dos questionamentos do MPC e aguarda retorno.
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De acordo com a proprietária da aeronave, o avião contratado pelo governo tem cerca de três horas e meia de autonomia e velocidade próxima de 245 km/h. "Isso permite deslocamentos rápidos entre o abastecimento e o foco, com lançamentos sucessivos, inclusive em mata fechada e áreas de difícil acesso", defende a Jusarah Agro Aérea.
Segundo a empresa, a mesma tecnologia é usada em lavouras.
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