FRONTEIRA FECHADA

Fronteira entre Brasil e Venezuela é fechada após ataque dos EUA

Bloqueio em Pacaraima ocorreu por decisão do governo venezuelano após ofensiva militar americana e anúncio da captura de Nicolás Maduro

acritica.com
03/01/2026 às 09:34.
Atualizado em 03/01/2026 às 09:34

A fronteira do Brasil com a Venezuela foi fechada na manhã deste sábado (3), horas após os Estados Unidos anunciarem um ataque militar em larga escala contra o território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro. O bloqueio ocorre no município de Pacaraima, principal ponto de passagem entre os dois países, no estado de Roraima.

Segundo a Polícia Federal, houve alteração no movimento migratório na região. Em declaração à TV Globo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que foi observada redução no fluxo de migrantes e que a própria Venezuela decidiu fechar a fronteira neste sábado. Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram viaturas e militares do Exército Brasileiro posicionados próximos ao marco fronteiriço, com cones bloqueando o acesso.

 Até a última atualização, o Exército em Roraima e o Comando Militar da Amazônia não haviam se pronunciado oficialmente sobre o posicionamento das tropas na região. O fechamento da fronteira ocorre em um contexto sensível, já que Roraima é a principal porta de entrada de migrantes venezuelanos no Brasil desde 2015, quando se intensificou a crise política, econômica e social no país vizinho.

O bloqueio acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela e retiraram Maduro do país por via aérea, junto com a esposa. Trump não informou para onde o presidente venezuelano foi levado.

Na madrugada, uma série de explosões foi registrada em Caracas. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude, correria nas ruas e interrupção no fornecimento de energia elétrica em áreas próximas à base aérea de La Carlota.

Após o início dos ataques, o governo venezuelano divulgou comunicado afirmando que o país sofreu uma “agressão militar” e decretou estado de emergência, convocando forças sociais e políticas para mobilização. A vice-presidente Delcy Rodríguez disse não saber o paradeiro de Maduro e exigiu do governo americano uma prova de vida do presidente. As informações são de Valéria Oliveira, do G1.

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