Especialistas explicam como alimentação, atividade física e prevenção podem contribuir para um envelhecimento mais saudável
(Foto: Agência Brasil)
O Brasil está envelhecendo rapidamente. Segundo dados do IBGE, em 2025, as pessoas com 60 anos ou mais passaram a representar 16,6% da população brasileira, percentual que praticamente dobrou entre 2000 e 2023. As projeções do instituto mostram que essa transformação demográfica continuará: em 2070, os idosos deverão representar quase 38% da população do país.
Diante desse cenário, o Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para ampliar a discussão sobre como viver mais, mas também com mais saúde, autonomia e qualidade de vida. Para especialistas, os cuidados para um envelhecimento saudável não devem começar apenas na terceira idade, mas ser construídos ao longo de toda a vida.
“A longevidade é construída ao longo dos anos. Atividade física, alimentação adequada, acompanhamento médico, vacinação, sono de qualidade e manutenção dos vínculos sociais são alguns dos fatores que ajudam a preservar a funcionalidade e a autonomia”, explica a geriatra Dra. Polianna Souza, cofundadora do Canal Longidade.
Além da prevenção e do acompanhamento médico, a alimentação exerce papel importante na preservação da saúde durante o envelhecimento. Com o passar dos anos, mudanças fisiológicas podem favorecer a perda de massa muscular e de força, tornando importante uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades individuais.
“A alimentação do idoso precisa contribuir não apenas para a prevenção de doenças, mas também para a manutenção da massa muscular, da força e da funcionalidade. Uma dieta diversificada, com alimentos in natura ou minimamente processados, proteínas adequadas e boa hidratação é fundamental”, destaca a nutróloga Dra. Andrea Pereira, também cofundadora do Canal Longidade.
Outro ponto de atenção é a saúde musculoesquelética. A perda de força e de equilíbrio pode aumentar o risco de quedas, um dos fatores que podem comprometer a independência da pessoa idosa. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 28% das pessoas idosas sofrem pelo menos uma queda por ano.
“Fortalecimento muscular, exercícios de equilíbrio e mobilidade são importantes para preservar a capacidade funcional e reduzir o risco de quedas. A atividade física deve ser individualizada e adequada às condições de saúde de cada pessoa”, orienta o ortopedista Dr. Sergio Costa, cofundador do Canal Longidade.
Entre as medidas que podem contribuir para um envelhecimento mais saudável estão:
1. Praticar atividade física regularmente: ajuda a preservar força, equilíbrio, mobilidade e independência.
2. Ter uma alimentação equilibrada: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e garantir adequada ingestão de proteínas e água.
3. Fazer acompanhamento médico: consultas periódicas ajudam na prevenção e no controle de doenças crônicas.
4. Cuidar de músculos e ossos: exercícios de força e equilíbrio são importantes para a prevenção de quedas e para a manutenção da funcionalidade.
5. Manter a vida social e cuidar da saúde mental: vínculos sociais, atividades prazerosas e participação na comunidade também fazem parte de um envelhecimento saudável.
Com o aumento da população idosa, discutir longevidade deixa de ser uma preocupação exclusiva de quem já chegou aos 60 anos. Envelhecer com mais autonomia começa com escolhas e cuidados adotados muito antes da terceira idade.