Dados parciais da Comissão Pastoral da Terra mostram alta de 140% em disputas agrárias, com pressão no sul do estado
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O estado do Amazonas está entre as unidades da região Norte com maior número de conflitos no campo, segundo dados parciais divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ao todo, o levantamento contabilizou 63 registros de disputas agrárias no primeiro semestre.
Do total de ocorrências registradas pela entidade, 52 correspondem a conflitos por terra, o que representa um aumento de 140% na comparação com o período anterior. O levantamento inclui ainda dez conflitos por recursos hídricos e um episódio de violência no município de Lábrea, com o registro de um massacre que resultou em três mortes.
Segundo a CPT, o avanço do desmatamento ilegal, a grilagem e a exploração mineral são os principais fatores que impulsionam o crescimento das ocorrências. A pressão sobre as terras concentra-se de forma expressiva no sul do Amazonas, abrangendo municípios como Apuí, Lábrea, Manicoré, Humaitá e Novo Aripuanã.
Os povos indígenas e as comunidades tradicionais figuram como os grupos mais impactados pelo avanço da violência agrária, enfrentando ameaças, invasões territoriais e destruição ambiental que afetam a rotina e o modo de vida local.
A Comissão Pastoral da Terra destacou a necessidade de intensificar a fiscalização em território amazonense para conter os índices e assegurar a proteção das populações originárias. O relatório completo com os dados consolidados do período deve ser divulgado em breve pela entidade.