Em nova categoria, halterofilista ergue 135kg, fatura quatro medalhas e dá passo decisivo no ciclo rumo a Los Angeles 2028
(Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
A halterofilista amazonense Maria de Fátima tornou-se campeã do Open das Américas de Halterofilismo, que está sendo realizado no México até esta quinta-feira (8). Competindo pela primeira vez no sub 79 kg, a atleta ergueu 135kg, quatro quilos a mais do que a também brasileira, Gabrielle Lima, garantindo a medalha de ouro na nova divisão e entrando para o ranking internacional, na quarta posição, rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
No total, Maria garantiu quatro medalhas na competição: duas de ouro, sendo uma referente ao Best lift e outra pelo Open, e duas de bronze, no total lift e no Open.
Competindo na Sub 67kg, Maria foi medalhista de bronze, nas Olimpíadas de Paris, e agora conta que recomeça a sua jornada, na sub 79kg.
"A gente já esperava esse resultado, o primeiro lugar, e, pela troca de categoria, eu estava no zero e subi para a quarta posição [do ranking]. Então, hoje, sou a quarta melhor mulher do mundo na categoria, a caminho de Los Angeles. Estou muito feliz com o meu resultado e agora é melhorar cada vez mais", celebrou a paratleta.
Com o título continental garantido, a representante do Amazonas volta agora as atenções para o calendário nacional. O foco da preparação será o Campeonato Brasileiro de Halterofilismo, agendado para os dia 4 a 6 de dezembro, no CT Paralímpico, em São Paulo, onde buscará fechar a temporada com mais uma conquista expressiva.
Brasil é líder isolado
Com os resultados de terça e quarta-feira, o Brasil chegou a 23 medalhas conquistadas na competição, sendo 10 ouros, sete pratas e seis bronzes, e segue na liderança isolada do quadro geral de medalhas. A Colômbia permanece na segunda colocação, com três ouros, três pratas e um bronze. A competição termina nesta quinta-feira (8) com as disputas por equipes femininas, masculinas e mistas.
Calendário de provas
De acordo com informações da Agência Brasil, o Open das Américas é uma das competições obrigatórias para atletas do continente que buscam vaga em Los Angeles. No ano que vem, os Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru) e o Campeonato Mundial da Cidade do México serão os dois eventos necessários para cumprir a exigência da World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) que cuida da modalidade.
Já em 2028, quando fecha o ranking, os atletas devem participar de, ao menos, duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo. Os oito melhores de cada categoria de peso que tenham cumprido os requisitos da WPPO se classificam à Paralimpíada.