Atleta amazonense da luta greco-romana disputará o Mundial Sub-17 a partir de segunda-feira
Lavozier vem de um ouro nos Jogos Sul-Americanos da Juventude (Léo Barrilari/COB)
Lavozier Wadick Marubo, se prepara para mais um desafio, desta vez, em escala mundial. A partir de segunda-feira, o lutador amazonense entrará em ação para disputar o Campeonato Mundial Sub-17, em Baku, Azerbaijão. O atleta, que é natural de Atalaia do Norte e pertence ao Minas Tenis Clube, disputará na categoria grego-romana até 55kg.
A categoria de Lavozier entra no tapete no primeiro dia de competições, já nesta segunda-feira. A fase classificatória começa às 10h30, no horário local, e 2h30 no horário de Manaus. A semifinal acontece às 10h (de Manaus). Já a decisão das medalhas e repescagem serão na terça-feira.
A competição deste ano marca o retorno de Lavozier ao Mundial. Em 2025, ele terminou na sétima colocação e a promessa para 2026 é tentar superar o resultado da última temporada.
Em julho de 2025, Lavozier entrou nas oitavas de final da competição que aconteceu na Grécia, mas acabou perdendo a primeira luta para o lutador do Cazaquistão Nurali Askar e acabou indo para a repescagem, mas acabou derrotado pelo iraniano Amirreza Tahmasbpourmarzouni. Askar acabou em segundo lugar na categoria e Amirreza fechou a participação em terceiro.
Para cumprir a promessa de chegar mais longe, Lavozier se preparou bastante e falou que os treinos foram puxados, tudo sob a tutela da treinadora Luzia Fernandes, técnica da Seleção Brasileira Sub-17 e Sub-20 de Wrestling. “Meus treinos estão bem puxados por conta do meu peso também que estou perdendo peso para poder competir, mas a minha preparação está indo bem demais, não tenho do que reclamar”, mencionou o atleta que viajou no último dia 23.
Lavozier vem de um ouro conquistado nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá, em abril, no estilo greco-romano (-65kg).
Lavozier viajou rumo a Baku na última sexta-feira
A edição de 2026 do Mundial de Wrestling retorna a Baku após 14 anos e terá com 675 lutadores, o maior número já registrado em um Campeonato Mundial Sub-17. Ao todo,serão 242 atletas na luta greco-romana, 242 no estilo livre masculino e 191 no estilo livre feminino, quebrando o recorde da edição de 2017, com 186 mulheres participantes.
A principal disputa deverá ser novamente entre Estados Unidos e Irã que, no ano passado, tiveram uma disputa acirrada pelo título de equipes no Estilo Livre. A delegação estadunidense acabou superando os iranianos em uma dramática virada no último dia, e a rivalidade deve continuar em Baku.
Outro destaque fica por conta do retorno da delegação russa às competições. A Rússia terá a maioria de seus campeões nacionais sub-17, incluindo Aldar BADMAEV (RUS), o primeiro medalha de ouro nacional da Calmúquia, nos 45kg. Cinco lutadores são do Daguestão e a equipe também inclui quatro campeões europeus sub-17 de 2026.
Os EUA serão liderados pelo medalhista de prata Arseni Kikiniou (EUA) na categoria 65kg. Em 2025, Kikiniou se tornou o primeiro lutador da história a ganhar uma medalha tanto no Estilo Livre quanto no Greco-Romano desde que foi reiniciado em 2011, e tentará repetir em Baku também, talvez com uma medalha de ouro.
O Irã tem quatro campeões asiáticos sub-17 em seu elenco, mas para disputar o título por equipes, precisará que seus lutadores se elevem e não se desgastem como fizeram em Atenas no ano passado, quando o país não conquistou nenhuma medalha de ouro.
O anfitrião Azerbaijão, que teve um excepcional Campeonato Europeu Sub-17 com sete medalhas, incluindo três ouros, espera repetir o desempenho em casa e se destacar entre as melhores equipes.