corrida de recuperação

De volta à Stock Car: Antonio Pizzonia e Júlio Campos se superam no DF, mas penalidade barra top 5

O piloto amazonense retornou à Stock e chegou em quinto, acompanhado do seu parceiro Júlio Campos, mas a dupla caiu para o 14º lugar, após sofrer 10 segundos de punição

Jéssica Santos
28/09/2026 às 18:31.
Atualizado em 28/09/2026 às 18:31

Piloto amazonense retornou à Stock, acompanhado do seu parceiro Júlio Campos (Fotos: Rodrigo Guimarães)

A etapa inédita no formato endurance da Stock Car Pro Series, disputada no último domingo (27) no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, ficou marcada por intensa corrida de recuperação da dupla formada pelo piloto amazonense Antonio Pizzonia, de volta à Stock Car após oito anos, e pelo paranaense Júlio Campos.

Após enfrentarem dificuldades no treino classificatório com quebra da bomba de gasolina e largarem da 30ª e última posição do grid, a dupla protagonizou grande escalada, cruzando a linha de chegada na quinta colocação. Contudo, duas punições por extrapolação dos limites de pista resultaram no acréscimo de 10 segundos ao tempo final, deixando a dupla na 14ª posição.

O ex-piloto de Fórmula 1 do AM assumiu a responsabilidade de realizar a largada e detalhou a estratégia planejada pelo time para tentar recuperar o terreno perdido.

O foco foi aproveitar o surgimento do safety car ao longo das duas horas de prova para realizar as paradas obrigatórias no pit stop.

"Eu que fiz a largada. A nossa estratégia era tentar aproveitar ao máximo as entradas de safety car e encaixar as nossas paradas obrigatórias durante a presença dele", explicou Pizzonia. "E acabou dando bastante certo na maioria das vezes. Conseguimos fazer a primeira parada dentro do safety car. Na segunda, entramos com o safety car, mas ele acabou saindo antes de voltarmos para a pista, então não tivemos o mesmo benefício. A terceira parada também foi feita sob safety car", relatou o piloto amazonense.

Apesar do forte ritmo de prova e do cumprimento rigoroso do tempo mínimo de guiada exigido pelo regulamento para cada integrante do carro, os desafios da nova configuração do circuito brasiliense pesaram no resultado final.

O traçado passou por intervenções para receber grandes eventos do automobilismo internacional, incorporando amplas áreas de escape asfaltadas.

"A pista tem muitas áreas de escape com asfalto. Então os pilotos acabam abusando bastante, e o limite que você pode usar é a faixa branca. Todo mundo acabou cruzando muitas vezes. Eu cruzei duas vezes, meu companheiro quatro vezes. A partir da quarta infração, você começava a tomar penalidade. Tomamos uma punição de 5 segundos e depois mais 5 segundos, o que acabou prejudicando no final", lamentou Pizzonia.

Mesmo com a perda de posições na tabela final por conta dos 10 segundos somados ao tempo total, o amazonense celebrou o retorno à Stock Car e a parceria com Júlio Campos.

"O importante é ter voltado a fazer uma corrida de Stock Car ao lado de um grande amigo, revivendo boas lembranças que tenho da categoria e de correr no Brasil. Foi um evento grande, com uma pista recém-reinaugurada e um asfalto excelente. Foi tudo muito legal", concluiu.

Dupla dinâmica

O convite do piloto titular, Júlio Campos, feito para Antonio Pizzonia retornar nesta corrida de endurance à Stock Car, não veio à toa. Os dois fizeram dupla também em 2017 e 2018 da Stock, últimos anos em que foi Antonio pilotou na categoria durante toda a temporada. 

Antonio Pizzonia é consagrado internacionalmente por ter sido piloto da Fórmula 1, entre os anos de 2003 (Jaguar) até 2005 (Williams).

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica - Empresa de Jornais Calderaro LTDA.© Copyright 2026Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por