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Arena da Amazônia entra no radar do Vasco para duelo com Boca Juniors e clássico contra Flamengo

Sedel confirma contato do clube, que busca alternativas para definir os estádios dos próximos compromissos

Paloma Fernandes
05/10/2026 às 17:32.
Atualizado em 05/10/2026 às 17:32

Arena da Amazônia vira possibilidade de próximos jogos do Vasco da Gama (Foto: Reprodução)

O Vasco consultou a administração da Arena da Amazônia para avaliar a possibilidade de utilizar o estádio Arena da Amazônia como palco de dois importantes compromissos da temporada: o duelo de volta contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, e o clássico diante do Flamengo, pela 33° rodada do Campeonato Brasileiro. O contato com a gestão do estádio foi realizado nesta segunda-feira (5) e confirmado pela Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), responsável pela administração do espaço.

A movimentação ocorre após a Justiça do Rio de Janeiro negar, pela segunda vez, o pedido do Vasco para utilizar o Maracanã no confronto contra o clube argentino, marcado para o dia 20 de outubro. Com a negativa, o cruz-maltino passou a avaliar outras alternativas para definir o local da partida, e a Arena da Amazônia entrou no radar da diretoria para o duelo.

Além do confronto pela competição continental, o estádio também foi consultado para o clássico contra o Flamengo pelo Brasileirão, previsto para o dia 29 de outubro. A princípio, a partida está programada para São Januário, já que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não impede que o Vasco receba o rival em sua própria casa.

A possibilidade de levar os jogos para a Arena da Amazônia está relacionada, principalmente, à estrutura do estádio e às exigências para a realização de partidas de grande porte. No caso do duelo contra o Boca Juniors, São Januário não atende ao número mínimo de torcedores exigido pela Conmebol. O clube chegou a obter um sinal positivo do Corpo de Bombeiros para ampliar a capacidade do estádio para cerca de 24 mil pessoas, mas o número permanece abaixo dos 30 mil exigidos pela entidade sul-americana.

Outra alternativa seria o Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. A possibilidade, entretanto, não desperta interesse da diretoria vascaína devido ao gramado sintético utilizado no estádio. Com isso, o Vasco segue tentando viabilizar o Maracanã, mas o consórcio responsável pela administração do local, formada pela dupla Fla-Flu, não sinalizou positivamente ao pedido. A justificativa apresentada é de que o calendário de outubro já está preenchido, o que poderia comprometer as condições do gramado.

A Arena não recebe uma partida oficial desde o dia 8 de agosto, quando foi palco do confronto entre Nacional-AM e CSA, pela Série D do Campeonato Brasileiro. Agora, a possibilidade de voltar a receber um jogo de grande repercussão depende da definição do clube carioca.

A Sedel confirmou que houve contato por parte da diretoria vascaína e informou que o estádio reúne as condições necessárias para receber as partidas. A escolha, porém, ainda não foi oficializada pelo Vasco. Vale destacar que o clube jogou 12 vezes em Manaus desde a inauguração do estádio em 2014, time carioca jogou ano passado pela última vez quando venceu o Madureira por 2 a 0 pela 4° rodada do Campeonato Carioca.

“A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) informa que a diretoria do Clube de Regatas Vasco da Gama entrou em contato com a administração da Arena da Amazônia para tratar da realização das partidas contra o Boca Juniors, no dia 20 de outubro, pela semifinal da Copa Sul-Americana, e contra o Flamengo, no dia 29 de outubro

A Sedel informa, ainda, que a Arena da Amazônia está apta e reúne as condições necessárias para receber ambos os jogos. A decisão quanto à realização das partidas no estádio caberá à administração do Clube de Regatas Vasco da Gama.”, concluiu a secretaria.

Decisão por estádio expira hoje 

A consulta à Arena da Amazônia acontece no mesmo dia em que expira o prazo para o Vasco indicar o estádio que pretende utilizar no confronto contra o Boca Juniors. O clube havia recorrido à Justiça para tentar garantir o Maracanã, mas teve o pedido de liminar negado pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco mais uma vez. 

Na decisão, a magistrada apontou que há divergências técnicas entre as partes e avaliou que, neste momento do processo, não existem elementos suficientes para uma decisão liminar. Segundo ela, seria necessário analisar de forma mais aprofundada os critérios e dados apresentados antes de uma eventual determinação judicial.

“Havendo divergência entre os elementos técnicos apresentados, torna-se necessária a adequada aferição de sua metodologia, premissas, critérios utilizados, dados considerados e respectivas conclusões, providência que não pode ser realizada de maneira superficial em sede de cognição sumária”, afirmou a juíza.

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