Copa 2026

Ancelotti faz mudanças no Brasil para duelo com Egito

Cabeça de chave do Grupo C do Mundial, onde enfrentará Marrocos, Escócia e Haiti, o Brasil chega embalado pela goleada por 6 a 2 aplicada sobre o Panamá no último dia 31 de maio.

Jéssica Santos
06/06/2026 às 10:08.
Atualizado em 06/06/2026 às 10:08

A Seleção Brasileira durante atividade no CT Columbia Park, em Nova Jersey. O treino da manhã desta sexta-feira foi o último antes do amistoso com o Egito, que será a derradeira partida antes da estreia na Copa do Mundo (Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)

O último amistoso da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo acontece neste sábado, às 18h (de Manaus). A Amarelinha enfrenta o Egito no Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA), trazendo novidades na equipe titular e foco nos ajustes finais.

Cabeça de chave do Grupo C do Mundial, onde enfrentará Marrocos, Escócia e Haiti, o Brasil chega embalado pela goleada por 6 a 2 aplicada sobre o Panamá no último dia 31 de maio.

Além disso, a equipe brasileira entra em campo para defender a invencibilidade diante dos egípcios em 65 anos de história de confrontos. Em seis encontros das duas equipes desde 1960, foram seis vitórias da Amarelinha, com 18 gols marcados e apenas quatro sofridos.

**ÚLTIMOS TESTES**

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, o técnico Carlo Ancelotti antecipou que o meia Lucas Paquetá e o atacante Igor Thiago, que balançaram as redes vindo do banco no jogo passado, começam jogando. Douglas Santos também assume a lateral-esquerda na vaga de Alex Sandro, e Marquinhos, que jogou a final da Champions League no sábado passado, retorna à zaga titular ao lado de Léo Pereira (substituindo Gabriel Magalhães, preservado por desgaste físico). No gol, Weverton entrará na segunda etapa. Neymar, com lesão na panturrilha, não viajou com a delegação para Cleveland.

“É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste”, explicou o treinador.

Sendo assim, o Brasil deve ir a campo com: Alisson, Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vini Júnior.

**HISTÓRICO EQUILIBRADO E O MOMENTO DO EGITO**

O confronto carrega um peso histórico de respeito. O duelo mais marcante entre as duas seleções aconteceu na Copa das Confederações de 2009, na África do Sul, quando o Brasil venceu os egípcios por um suado 4 a 3, com dois gols de Kaká (incluindo um de pênalti aos 90 minutos) e um de Luís Fabiano.

Sorteado no Grupo B da Copa do Mundo (ao lado de Bélgica, Irã e Nova Zelândia), o Egito chega para o amistoso com grandes resultados recentes. A equipe comandada em campo pelo craque Mohamed Salah (Liverpool) e pelo atacante Marmoush (Manchester City) vem de uma vitória consistente contra a Rússia, além de ter empatado com a Espanha e goleado a Arábia Saudita no início do ano.

Para o Egito, o amistoso contra o Brasil também será um grande teste, para uma equipe que vem em evolução: maior campeão da Copa Africana de Nações com sete títulos (o último em 2010), o Egito disputará sua quarta Copa do Mundo. A seleção busca uma vitória inédita no torneio, já que seu retrospecto histórico acumula dois empates e cinco derrotas nas edições de 1934, 1990 e 2018, esta última sem vitórias, apesar dos dois gols de Mohamed Salah. No atual ciclo, os egípcios ostentam um bom ritmo com 30 vitórias, 16 empates e seis derrotas em 52 jogos.

**CONTROLE DE CARGA FÍSICA É PRIORIDADE**

Além das mudanças táticas, a comissão técnica está em alerta máximo com a gestão física do elenco. O grupo apresenta realidades muito distintas: atletas que acabaram de encerrar temporadas intensas na Europa, jogadores que lidavam com a inatividade e nomes recém-saídos do departamento médico. Por isso, a minutagem em Cleveland será controlada milimetricamente.

Ancelotti confirmou que fará uso massivo do banco de reservas para dosar essa energia e dar ritmo a quem precisa:

“Pode ser que alguns jogadores precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar”, concluiu o comandante italiano.

A Seleção finalizou a preparação para a partida na manhã de sexta-feira no CT Columbia Park, em Nova Jersey. Desde a chegada aos Estados Unidos na última terça-feira, a comissão técnica da Amarelinha teve cinco sessões de treinamento.

A delegação chegou a Cleveland no início da noite de sexta-feira, onde ficou concentrada para o amistoso.

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