Durante os três dias de festival, DJs e coletivos agitaram o Mercado de Origem da Amazônia
Graziela Vasconcelos, produtora, DJ e uma das organizadoras do Abaré Club, conhecida como Madame C (Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)
Pela primeira vez no Sou Manaus, a música eletrônica ganhou um espaço exclusivo na programação. Durante os três dias de festival, DJs e coletivos se apresentaram no estacionamento do Mercado de Origem da Amazônia, reunindo o público que acompanha a cena eletrônica em Manaus.
Para Graziela Vasconcelos, produtora, DJ e uma das organizadoras do Abaré Club, conhecida como Madame C, a iniciativa representa o crescimento da música eletrônica na capital amazonense.
“Uma pista exclusiva para a música eletrônica é uma oportunidade muito importante. Normalmente, os DJs ficavam apenas nos intervalos, o que dificulta a evolução da cena. Este ano está sendo muito legal ter essa oportunidade pela primeira vez e acredito que é um espaço que vai crescer bastante”, afirma.
Segundo Graziela, a proposta inicial previa apenas um dia de programação, mas foi ampliada pela organização do festival para contemplar diferentes artistas e coletivos da cena local entre eles Alive Mao e Banana Frita.
Para Elandra Silva, de 20 anos e fã da música eletrônica, a criação de um espaço dedicado ao gênero também fortalece a presença da música eletrônica no festival.
“A cena eletrônica é muito grande, então abrir um espaço para quem gosta desse estilo é muito bom. Já fazia um tempo que a gente esperava ter um espaço somente para a música eletrônica”, relata.
Na noite de encerramento, a expectativa é de aumento do público ao longo da programação. Para Madame C, a fidelidade dos fãs é um dos pontos fortes da cena.
“A expectativa é que, conforme a noite avance, o público aumente. A música eletrônica tem um público muito fiel e esperamos ver esse espaço cheio”, finaliza.