EDUCAÇÃO E CULTURA

Projeto leva arte e cultura a 15 escolas de tempo integral do Amazonas

Iniciativa da Secretaria de Cultura pretende alcançar 7,5 mil estudantes com apresentações, oficinas e atividades de imersão cultural

Lucas Motta
06/10/2026 às 14:24.
Atualizado em 06/10/2026 às 14:24

(Foto: Nilton Ricardo / A Crítica)

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) lançou o projeto “Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral” nesta terça-feira, em Manaus. O CETI Elisa Bessa Freire foi a primeira das 15 unidades de ensino que vão receber a iniciativa no estado. A meta é alcançar 7,5 mil estudantes.

O auditório do Centro de Educação em Tempo Integral abriu o calendário do projeto com uma apresentação especialmente montada pelo Balé Folclórico do Amazonas. Lendas como Matinta Pereira, Curupira e o Boto Cor-de-Rosa deram as boas-vindas a dezenas de alunos que assistiram atentos a todos os detalhes.

“Um projeto como esse é fundamental para dar incentivo às artes e à cultura nas escolas. Isso é bom para que as pessoas possam expressar o que elas têm de bom, como desenhar e cantar”, disse o aluno do 9º ano Antony César.

O “Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral” nasceu com a premissa de reunir as manifestações culturais, a educação criativa e a imersão. Por meio das apresentações, o Estado quer envolver os estudantes e criar um cenário seguro para o desenvolvimento social deles por meio da arte.
 

“A cultura precisa ir a todos os lugares, especialmente aos mais periféricos. É importante a gente estar na ‘casa’ dessas pessoas e assim elas se empolguem com toda a cena artística da nossa cidade”, comentou a diretora do Balé Folclórico do Amazonas, Monique Andrade.

Incentivo à ocupação de espaços públicos

A programação também traz oficinas de artes visuais, economia criativa, rodas de conversa e residências artísticas. Além da divulgação cultural, ela faz um apelo para que os estudantes possam conhecer e frequentar espaços públicos como o Teatro Amazonas, que oferece espetáculos gratuitos.

O diretor artístico do projeto, Jorge Kennedy, montou um jogo de tabuleiro para os alunos do Eliza Bessa Freire com esse intuito. Os estudantes passam pelas oficinas, recebem dicas desses espaços e fazem uma rota desenhada em um grande tapete. Nessa viagem, descobrem características e curiosidades dos locais.

“Criou-se um jogo que vai despertar o interesse deles em conhecer todos esses espaços. Isso conversa com as apresentações. A gente está fazendo uma grande imersão. É promover uma identidade, mostrar que esses espaços existem na cidade em que você vive. Qual é a sua identidade artística? A resposta para isso é o que queremos que eles saibam”, disse.

(Foto: Nilton Ricardo / A Crítica)

Não fica só no convite: no fim da programação na escola, um grupo de alunos vai ser selecionado para visitar esses espaços como parte do processo de democratização da cultura.

“Por meio desse conhecimento, a gente quebra paradigmas e preconceitos”, disse o coordenador do projeto, Ricardo Lopes.

Escolas que vão receber o projeto na capital:

•  CETI Elisa Bessa Freire
•  CETI Cinthia Regia Gomes do Livramento
•  EETI Engº Prof. Sergio Alfredo Pessoa Figueiredo
•  EETI Prof. Garcitylzo do Lago e Silva
•  EE Profª. Tereza Siqueira Tupinambá
•  EETI Dra. Zilda Arns Neumann
•  EETI Aurea Pinheiro Braga
•  EE Maria de Lourdes Rodrigues Arruda
•  EETI Marcantonio Vilaça I
•  EE Cacilda Braule Pinto
•  EE Altair Severiano Nunes
•  EETI Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo

Escolas no Interior:

•  CETI Glaucio Gonçalves (Parintins)
•  CETI Maria Eva dos Santos (Presidente Figueiredo)
•  EETI Maria Izabel Ferreira Xavier Desterro e Silva (Iranduba)

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