Agroindústria trabalha com produtos derivados de espécies como pau-rosa, cumaru, tucumã, cupuaçu, copaíba e breu-branco
Agroindústria investe em tecnologia e rastreabilidade para agregar valor à biodiversidade produzida na região internacional (Foto: Divulgação)
A Curumim da Amazônia, agroindústria instalada em Maués, no interior do Amazonas, recebeu, no dia 3 de setembro de 2026, a autorização de funcionamento do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A liberação marca uma nova etapa para a empresa, que atua na cadeia da bioeconomia amazônica.
A agroindústria trabalha com a produção e o beneficiamento de óleos e manteigas vegetais, resinas e óleos essenciais extraídos de espécies da biodiversidade amazônica, como pau-rosa, cumaru, tucumã, cupuaçu, copaíba e breu-branco.
Entre os processos utilizados pela empresa estão o processamento a frio de óleos e manteigas, a destilação por arraste a vapor para a produção de óleos essenciais e o fracionamento de óleos amazônicos. As técnicas buscam agregar valor às matérias-primas produzidas na região.
A Curumim também mantém investimentos em plantios próprios, com destaque para o pau-rosa (Aniba rosaeodora). Segundo a empresa, a iniciativa busca garantir a origem e a rastreabilidade da matéria-prima, além de fortalecer práticas de produção sustentável. O óleo essencial da espécie é destinado, principalmente, aos setores de perfumaria, cosméticos e ingredientes naturais.
Para Jeferson Pereira Menezes, responsável técnico e representante legal da Curumim da Amazônia, a proposta é ampliar o processamento da biodiversidade no próprio território amazônico.
“Queremos transformar a biodiversidade amazônica em produtos de maior valor, com tecnologia, qualidade, rastreabilidade e respeito à legislação, gerando valor dentro do nosso próprio território.”
Com a autorização do Ipaam e a ampliação da estrutura produtiva, a empresa pretende fortalecer a industrialização de ingredientes amazônicos e ampliar sua atuação nos mercados nacional e internacional.