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Codam tem pauta com R$ 2,68 bilhões e 35 novas empresas para o PIM

Reunião ocorre em meio a tentativas de ampliar espaço disponível para que novas indústrias se instalem na Zona Franca de Manaus

Lucas dos Santos
16/06/2026 às 16:34.
Atualizado em 16/06/2026 às 16:34

(Foto: Reprodução)

O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) se reúne nesta quinta-feira (18) para avaliar uma pauta com investimentos de R$ 2,8 bilhões em 77 projetos, sendo que 35 são para implantação de novas fábricas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Há ainda outros 28 projetos de diversificação e 14 de atualização. A previsão é de que 5 mil empregos sejam gerados nos próximos três anos com a aprovação da pauta pelo conselho.

O maior investimento listado na pauta fica por conta da Videolar-Innova S/A, que já possui fábricas na capital amazonense. A empresa investirá R$ 208,2 milhões na diversificação de sua produção para fabricação de filme BOPP, utilizado em laminações. A previsão é de criar 135 empregos diretos e indiretos com o investimento.

Dentre os destaques na pauta de implantações está a proposta da Sunhope da Amazônia Indústria de Sistemas Inteligentes Ltda, subsidiária da chinesa Hangzhou Sunrise Technology Co., empresa fundada em 2001 e especialista em componentes eletrônicos. Na Zona Franca de Manaus (ZFM), a indústria pretende investir R$ 72,8 milhões em três anos para fabricar medidores de energia elétrica. A nova fábrica planeja contratar até 158 trabalhadores diretos em três anos, além de gerar mais 66 empregos indiretos no mesmo período.

Outro destaque vai para a empresa Solimões Tubos e Conexões, que investirá R$ 28,3 milhões para fabricar tubos plásticos no PIM, com previsão de gerar 24 empregos diretos e indiretos.

Os novos investimentos chegam em meio às articulações dos setores ligados à Zona Franca de Manaus (ZFM) em ampliar o número de terras disponíveis para abrigar as empresas interessadas no modelo. Atualmente, cerca de 200 empresas estão em processo de implantação no PIM. O tema tem gerado cobranças à Prefeitura de Manaus para que acelere a atualização do Plano Diretor e defina a disponibilidade das terras.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, a revisão do Plano Diretor é o principal meio de garantir o crescimento do número de fábricas “de forma ordenada, garantindo a necessária segurança jurídica aos investidores e respeitando a capacidade de suporte da infraestrutura da nossa capital”. A federação inclusive foi um dos órgãos que enviou sugestões ao Executivo municipal, as quais estão em processo de revisão.

“As nossas contribuições focam na criação de corredores logísticos multimodais que estejam perfeitamente amparados pelo zoneamento da prefeitura. O objetivo central é assegurar que a chegada dessas novas operações encontre um ambiente regulatório claro, capaz de harmonizar o contínuo desenvolvimento do nosso modelo econômico com o ordenamento territorial sustentável, sem gerar conflitos com a malha urbana adensada de Manaus”, disse.

Alternativas

Além da revisão do Plano Diretor, a indústria trabalha com a possibilidade da criação de corredores industriais nas margens das rodovias AM-010 e BR-174. Segundo o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (Implurb), Antônio Peixoto, existe um esboço de resolução que prevê a ampliação da área urbana de Manaus para as rodovias, o que disponibilizaria terras às indústrias, mas também geraria novos cursos para a prefeitura.

“Isso traz sobre o município a obrigatoriedade de arruamento, infraestrutura urbana completa com ruas, drenagem, coleta de lixo, ampliação dos serviços. A gente entende que essa é uma oportunidade fantástica de expansão e desenvolvimento para a nossa cidade. Nós, como órgão de desenvolvimento urbano, queremos que isso aconteça, a gente torce para que isso aconteça, e vamos trabalhar para isso, dentro de um equilíbrio entre todos os interesses”, disse à reportagem na última semana.

Nesta terça-feira (16), durante sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), o deputado estadual Wilker Barreto (PSD) defendeu que a expansão da área da ZFM esteja incluída dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), prevista para ser votada nos próximos dias, ressaltando que o polo tem condições de avançar até Rio Preto da Eva, desde que o estado forneça “o mínimo de infraestrutura”.

“Isso já tem que estar nas diretrizes orçamentárias, porque a Assembleia dá diretriz e o governo executa. Se nós não aprovarmos nada na direção da expansão do nosso modelo econômico, nós estamos dando uma gravata em nós mesmos e apertando. O governo precisa ser estratégico. Nós escutamos aqui nas audiências os empresários e as entidades de classe alertando da questão”, afirmou.

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