Aeronaves pousaram neste sábado (10) para reforçar o combate às queimadas no Amazonas. Superintendente do Ibama estima melhora da qualidade do ar em três a quatro dias
Os três aviões modelo Air Tractor AT-502B chegaram a Manaus entre 15h e 17h deste sábado (10) (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Os três aviões modelo Air Tractor AT-502B chegaram a Manaus entre 15h e 17h deste sábado (10). As aeronaves decolaram do município de Itaituba (PA) e fazem parte de um total de nove enviadas pelo governo federal para auxiliar no combate aos incêndios florestais no Amazonas.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a operação contará com seis aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, dois helicópteros e 290 brigadistas para reforçar o combate ao fogo no estado.
De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Joel Bentes Araújo Filho, a expectativa é que a combinação das aeronaves com o trabalho das equipes em solo reduza significativamente os incêndios e os efeitos da fumaça em Manaus nos próximos dias.
“Com esse conjunto de ações, conjunto aí de instrumentos à nossa disposição, tenho certeza de que, num prazo entre três e quatro dias, a gente diminui bastante, talvez até encerre essa fase que nós estamos passando de tanta fumaça na cidade de Manaus”, afirmou.
Segundo Joel Bentes, a estratégia de combate depende da atuação coordenada entre as aeronaves e as equipes terrestres, que já incluem brigadistas do Ibama, bombeiros e profissionais dos municípios. Enquanto os aviões lançam água para conter o avanço das chamas, os brigadistas atuam diretamente nas áreas atingidas para concluir o combate aos focos de incêndio.
“E o Air Tractor vai lá para impedir o avanço desse fogo, e os brigadistas vão para concluir esse trabalho. Então, isso tudo precisa estar alinhado”, explicou o superintendente.
Joel Bentes, superintendente do Ibama
Além do lançamento de água, os helicópteros serão utilizados no deslocamento de brigadistas e equipamentos para as regiões afetadas. A distribuição dos recursos depende de decisões tomadas em conjunto com as instituições envolvidas na operação.
Apesar da expectativa de redução da fumaça nos próximos dias, o superintendente do Ibama ressaltou que o enfrentamento aos incêndios não pode se limitar à atual emergência. Segundo ele, as condições climáticas exigem a continuidade das ações durante os próximos meses e a preparação antecipada para a estiagem do ano seguinte.
Joel Bentes relacionou o cenário à combinação entre o verão amazônico, a falta de chuvas e o fenômeno El Niño, agravada pelo aquecimento global, fatores que favorecem a ocorrência e a propagação dos incêndios florestais.
“Então, a gente vai ter que trabalhar isso não só nesse momento, mas de forma contínua até o final do ano e depois, para o ano que vem, mais uma vez se preparar para fazer um bom combate”, afirmou.
O superintendente também destacou a importância de fortalecer as medidas preventivas e manter o combate de forma permanente, para evitar que novos focos de incêndio ampliem os impactos ambientais e a presença de fumaça na capital amazonense.