Capobianco vê indícios de incêndios criminosos em áreas de floresta preservada no estado
João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram neste domingo (11) áreas atingidas pelos incêndios florestais no Amazonas. Durante entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus, após a vistoria, Capobianco afirmou que a situação era mais grave do que imaginava.
“O que vimos ali é uma situação muito grave, mais grave do que eu imaginava antes de fazer o sobrevoo, porque identificamos muitos focos de incêndio no meio da floresta preservada. Não se trata apenas daquele fogo que foi colocado em pastagem e adentrou a floresta. Isso é muito comum, ocorre muitas vezes porque o fogo vai rapidamente entrando por baixo da floresta, danificando a floresta”.
“Mas, nesse caso, além do fogo que vem da pastagem, nós vimos focos no meio da floresta preservada, inúmeros focos. Esse é o problema grave, porque indica claramente que são incêndios criminosos com o objetivo de degradar a floresta e posteriormente buscar a derrubada na sequência”, acrescentou.
Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional também veio ao Amazonas para realizar vistoria na região
O ministro defende a atuação das forças de segurança para responsabilizar quem provoca incêndios.
“Nós temos que fazer um apelo ao governo do Estado que, além do Corpo de Bombeiros, coloque também a Polícia Militar para atuar. É fundamental que esses indivíduos que estão agindo criminosamente vejam que serão punidos, ou seja, é necessário combater a impunidade que está reinando aqui na região”, afirmou.
As equipes já iniciaram os trabalhos de combate aos incêndios, mas a continuidade das operações depende das condições meteorológicas. “A nossa ideia era que elas começassem intensamente hoje, mas tivemos problemas de teto. Veja que nós estávamos aguardando para fazer o sobrevoo desde cedo, só conseguimos voar agora quando melhorou o tempo. Então a partir de agora todas as equipes estão de prontidão, inicia as operações e sempre que o tempo permitir, que houver teto para os voos, nós faremos os voos necessários”.
Segundo Capobianco, a operação federal seguirá sem prazo determinado, conforme orientação do presidente. “Elas [as equipes] têm um prazo bem claro definido pelo presidente Lula, até apagar os focos de incêndio que estão causando dano à população de Manaus”.
Também participaram da agenda o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, e o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa.