Com cota 4 metros abaixo do registrado no ano anterior, município decreta situação de emergência diante da estiagem.
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O Rio Solimões registrou uma redução de 1,34 metro no seu nível em apenas uma semana no município de Manacapuru. A cota atual do rio atingiu a marca de 10,48 metros, patamar que está 4 metros abaixo do medido no mesmo período do ano passado, intensificando os impactos da estiagem na região do Baixo Solimões.
Desde o início do processo de vazante, entre os meses de junho e julho, o leito do rio já recuou 8,64 metros no total, sendo que mais de 4 metros dessa redução ocorreram apenas ao longo do mês de setembro. Segundo relatos de moradores ribeirinhos, esse ritmo acelerado de descida das águas costuma ser observado somente a partir da segunda semana de outubro, na fase final da vazante.
A rápida retração das águas tem formado extensos bancos de areia e praias em frente às comunidades de várzea em Manacapuru, a exemplo da região do Canaboca e áreas no entorno dos rios Solimões e Manacapuru. A situação prejudica o escoamento da produção rural, compromete o deslocamento de estudantes e pode levar à paralisação das aulas em escolas da zona rural devido à dificuldade de acesso.
Municípios vizinhos da mesma calha hidrográfica também enfrentam transtornos de navegabilidade. Em Anamã, o estreitamento do Paraná do Anamã impede a entrada de embarcações de grande porte na sede municipal; passageiros de barcos de linha estão sendo desembarcados em um flutuante na foz do canal e transferidos para barcos menores. Em Anori, situado em um braço do Solimões, a circulação fluvial ficou restrita a embarcações de pequeno porte, afetando o abastecimento local.
Diante do cenário, a Prefeitura de Manacapuru decretou situação de emergência. A Defesa Civil municipal busca acessar recursos complementares a partir da homologação da emergência pelo governo estadual para viabilizar a compra e distribuição de água potável e cestas de alimentos para as famílias rurais.
A prioridade das autoridades é realizar o abastecimento enquanto os trechos fluviais ainda mantêm condições mínimas de navegabilidade. O objetivo é evitar o desabastecimento crítico de localidades que correm o risco de isolamento total nas próximas semanas.