estiagem

Rio Negro fica quase 4 metros abaixo do nível de 2025 em Manaus

Nível do rio chegou a 19,2 metros nesta segunda-feira (28), enquanto Defesa Civil reforça monitoramento em quatro bairros da capital

Lucas Motta
28/09/2026 às 14:40.
Atualizado em 28/09/2026 às 14:40

A Defesa Civil de Manaus reforçou o monitoramento de áreas próximas aos cursos d’água nos bairros São Jorge, Compensa, Educandos e Mauazinho. (Foto: Junior Matos / A Crítica)

Nesta segunda-feira (28), o nível do Rio Negro, em Manaus, fica 3,9 metros abaixo da cota registrada no mesmo dia de 2025. A Defesa Civil do município redobra o monitoramento dos bairros São Jorge, Compensa, Educandos e Mauazinho.

De acordo com o monitoramento feito pelo Porto de Manaus, o nível do rio está em 19,2 m nesta segunda-feira. O valor é quase 4 m abaixo dos 23,1 m registrados no dia 28 de setembro de 2025. Nos últimos sete dias, a vazante manteve uma média de 20 centímetros a menos por dia.

O Governo do Amazonas decretou emergência no estado por causa dos fortes efeitos da estiagem. A estimativa é de que 648 mil pessoas possam ser afetadas nos 62 municípios amazonenses. Em Manaus, a Defesa Civil municipal já identificou as áreas mais afetadas e as dividiu entre rural e urbana.

“Na zona rural, a atenção se concentra nas comunidades mais afastadas da calha principal do rio Negro. Entre as localidades acompanhadas estão Nova Esperança do Apuaú, Nova Aliança do Apuaú (Pajé), Santa Isabel do Paraná do Acariquara, Maravilha, Comunidade Indígena Três Unidos, São Sebastião do Cuieiras, Nova Canaã do Cuieiras, Nova Esperança do Cuieiras, Barreirinha e Boa Esperança do Cuieiras”, informou a pasta por meio de nota à reportagem de A Crítica.

O cenário ocorre em meio à estiagem que atinge o Amazonas.

Já na área urbana, o acompanhamento está direcionado principalmente às regiões próximas às fozes das bacias do São Raimundo, Educandos, Tarumã-Mirim e Tarumã-Açu. Os bairros São Jorge, Compensa, Educandos e Mauazinho demandam maior atenção, especialmente nas áreas próximas aos cursos d’água.

A Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec) é responsável pelo monitoramento do cenário dentro de um sistema que também é alimentado pelas ocorrências comunicadas à Central 199. As informações levantadas orientam o planejamento e a articulação das ações municipais de prevenção, preparação e resposta, conforme a evolução da estiagem.

A Defesa Civil informou ainda que todas as informações são usadas nos planejamentos estratégicos de resposta aos efeitos da vazante. A proposta é garantir a navegabilidade, o transporte de moradores, alimentos, água, medicamentos e outros insumos essenciais.

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