Fiscalização

TRE-AM cria núcleo de fiscalização virtual para combater desinformação nas eleições de 2026

Entre os principais tipos de irregularidades já identificadas estão a criação de imagens falsas com contexto de desinformação e a imitação de voz de pessoas públicas para divulgar conteúdos enganosos.

Luiz Rodrigues
05/05/2026 às 12:16.
Atualizado em 05/05/2026 às 12:26

(Foto: Agência Senado)

A Justiça Eleitoral no Amazonas deu um passo estratégico no enfrentamento à desinformação com a criação de um núcleo de fiscalização virtual voltado às eleições de 2026. A iniciativa tem como foco monitorar conteúdos digitais, orientar eleitores e coibir o uso indevido de tecnologias como a inteligência artificial. Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (5) ao programa Manhã no Ar, da TV A CRÍTICA, o membro do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, Claudio Albuquerque, destacou que o cenário eleitoral exige vigilância redobrada diante do avanço tecnológico.

Segundo Claudio Albuquerque, o uso da inteligência artificial nas campanhas é permitido, desde que respeite regras claras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. "O uso da inteligência artificial só é autorizado quando a campanha informa de forma explícita que aquele conteúdo foi gerado por IA. O que não é permitido é substituir pessoas, vivas ou mortas, ou divulgar qualquer tipo de informação falsa", afirmou. Ele reforçou que o objetivo não é proibir a tecnologia, mas garantir que ela seja utilizada com transparência e responsabilidade.

O núcleo de fiscalização virtual foi criado recentemente e atua no monitoramento constante das redes sociais e ambientes digitais. O Pardal é uma das ferramentas de combate às notícias falsas. Ele é um aplicativo que permite ao cidadão denunciar irregularidades eleitorais de forma simples. As denúncias também podem ser feitas pelo site do TRE-AM ou presencialmente. "A principal ferramenta que temos ainda é a participação da população. As denúncias feitas pelos cidadãos são fundamentais para que possamos agir com rapidez", destacou Albuquerque.

Além de receber denúncias, o tribunal também utiliza tecnologias baseadas em inteligência artificial para identificar conteúdos suspeitos e agir preventivamente. "Estamos usando a própria inteligência artificial para combater o mau uso dela. É uma forma de equilibrar esse ambiente digital e garantir que a informação correta chegue ao eleitor", explicou. A atuação integrada entre tecnologia e participação popular é vista como essencial para manter a lisura do processo eleitoral.

Entre os principais tipos de irregularidades já identificadas estão a criação de imagens falsas com contexto de desinformação e a imitação de voz de pessoas públicas para divulgar conteúdos enganosos. "Essas práticas têm se tornado cada vez mais comuns e sofisticadas. Por isso, o trabalho do núcleo é contínuo e evolui junto com essas novas formas de manipulação", alertou Claudio Albuquerque. A Justiça Eleitoral reforça que o combate à desinformação é uma responsabilidade coletiva e que o eleitor deve sempre buscar fontes confiáveis antes de compartilhar qualquer conteúdo.

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