Senadores apontaram que a situação da saúde do Amazonas era "desesperadora" durante encontro político nessa segunda-feira
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O Governo do Amazonas rebateu as críticas feitas pelos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) nessa segunda-feira (6), quando afirmaram que a situação da saúde e da segurança no estado se encontrava em condições "desesperadoras". Em nota, a gestão estadual informou que investiu em estrutura, novas tecnologias e ampliação de serviços de saúde desde 2019, ainda no primeiro mandato do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), destacando o reconhecimento recebido pelo Hospital Delphina Aziz.
"O hospital ampliou sua capacidade em mais de 900%, passando de apenas 35 leitos, em 2018, para mais de 350 leitos. A unidade passou a realizar procedimentos inéditos na rede estadual, como transplantes renais de doador vivo e falecido, implante coclear, e retomou, após dez anos, os transplantes de fígado pelo SUS no Amazonas", diz a nota.
Segundo o governo, a unidade realizou mais de 300 transplantes de rim e fígado nos últimos três anos, período em que também foi ampliado o acesso aos transplantes de córnea. Os investimentos na área da saúde também teriam chegado ao interior por meio de repasses às unidades municipais, que cresceram "quase 80%, passando de aproximadamente R$ 450 milhões, em 2019, para R$ 815 milhões atualmente".
"Pela primeira vez na história da saúde pública estadual, o Amazonas implantou leitos permanentes de UTI em municípios-polo do interior, totalizando 58 novos leitos em Parintins, Tefé, Tabatinga e Humaitá. Além disso, mais de 10 mil pacientes já foram atendidos pelo serviço de UTI Aérea desde 2019, ampliando significativamente a capacidade de resposta em casos de alta complexidade. Na área cirúrgica, o Governo criou o Programa Opera+, responsável por enfrentar um represamento histórico de procedimentos", completa o texto.
Outros destaques apontados na nota são os investimentos na modernização da Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes, a expansão do atendimento por meio das Carretas da Saúde e do Barco Hospital São João XXIII, a integração da Telessaúde ao programa Saúde Digital AM, a inauguração da nova UTI pediátrica do Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Sul, a readequação do ambulatório da FCecon, além da implantação do Hospital-Dia, da Policlínica do Complexo Hospitalar Sul e da primeira Escola de Saúde Pública do Estado.
Segurança
A nota também destaca investimentos de R$ 1,16 bilhão na segurança pública desde 2019, por meio do programa Amazonas + Seguro. Segundo o governo, os recursos foram destinados à ampliação do efetivo, modernização tecnológica, aquisição de equipamentos, renovação da frota, fortalecimento da estrutura operacional e ampliação da presença das forças policiais em todo o território amazonense.
"Após 11 anos sem concurso público para a área, o Estado realizou, em 2022, um novo certame para recompor os quadros das instituições de segurança. Desde então, mais de 3 mil candidatos aprovados já foram convocados para atuar na Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Segurança Pública, Departamento Estadual de Trânsito e Departamento de Polícia Técnico-Científica", informa a nota.
Os investimentos também permitiram a aquisição de 14 embarcações blindadas, somadas às cinco Bases Fluviais, entre elas as três bases Arpão, apontadas como referência nacional no combate aos crimes transfronteiriços e ambientais. Com o fortalecimento da tecnologia, as forças policiais apreenderam aproximadamente 32 toneladas de drogas entre janeiro e junho deste ano.
"Nos últimos dois anos, as forças de segurança do Amazonas retiraram de circulação cerca de 90 toneladas de entorpecentes, resultado que coloca o Estado entre os principais responsáveis pelo enfrentamento ao tráfico internacional de drogas na Região Norte e reforça o papel estratégico do Amazonas na proteção das fronteiras brasileiras. Além da ampliação do efetivo e do fortalecimento das operações, os investimentos realizados desde 2019 contemplaram a aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos e tecnologia de monitoramento, como o Sistema Paredão", conclui a nota.