PODCAST SIM & NÃO

Carol Braz propõe nomeação paritária de homens e mulheres para as secretarias, caso eleita

O compromisso foi feito hoje durante sabatina no podcast Sim & Não, de A CRÍTICA. A defensora pública é uma das duas mulheres na disputa pelo principal cargo Executivo do Amazonas e traz a representatividade feminina como uma de suas bandeiras

Waldick junior
waldick@acritica.com
20/09/2022 às 21:11.
Atualizado em 20/09/2022 às 21:11

(Foto: Libório/A CRÍTICA)

Candidata ao Governo do Amazonas nas eleições deste ano, Carol Braz (PDT) propôs uma nomeação paritária de homens e mulheres para as secretarias estaduais, caso eleita. O compromisso foi feito hoje durante sabatina no podcast Sim & Não, de A CRÍTICA. 

A defensora pública é uma das duas mulheres na disputa pelo principal cargo Executivo do Amazonas e traz a representatividade feminina como uma de suas bandeiras.

“Temos mulheres gestoras, administradoras que podem estar em todos os lugares e queremos garantir e ampliar essa participação feminina dentro do governo, nas secretarias”, disse a candidata, que acrescentou “não queremos que a mulher domine, mas queremos ter a paridade”.

Para além das nomeações, a candidata também destacou outras propostas com potencial para impactar diretamente no dia a dia das mulheres, que correspondem a 51,81% do eleitorado  nas eleições deste ano ante 48,19% de homens. 

Uma delas é a implantação da Casa da Mulher Brasileira, um espaço de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica em Manaus, além de ‘mini-unidades’ em municípios do interior do Amazonas. 

O projeto foi aprovado quando Carol Braz ainda ocupava o cargo de titular da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) na atual gestão do governador Wilson Lima (União), porém, ainda não foi implementado.

“O recurso está lá, foi enviado por parlamentares do Amazonas, é só para a Casa da Mulher Brasileira, o projeto está aprovado, e a gente não sabe [o que aconteceu]”, pontuou a candidata.

(Foto: Libório/A CRÍTICA)

Educação

Ainda que sejam de competência das prefeituras, as  creches também entraram na pauta. Carol destacou a dificuldade de famílias, especialmente mulheres, de precisar trabalhar e não ter um lugar para deixar os filhos.

“A gente sabe que muitas mulheres, hoje, sofrem violência doméstica porque não têm oportunidade de se qualificar, de trabalhar, porque precisam muitas vezes cuidar de vários filhos e não tem como sustentar as crianças”, disse.

A candidata também foi questionada sobre se há alguma proposta que trate da dependência orçamentária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) hoje financiada integralmente pela Zona Franca de Manaus (ZFM), modelo econômico que está no meio de uma batalha jurídica  de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Carol não citou se tem alguma proposta para reduzir a dependência da UEA ao modelo, mas ressaltou a importância da instituição. “Ela precisa de todo o investimento por parte do  governo do Estado e a gente tem que fortalecer”, disse.

Secretaria indígena

A candidata também destacou a ideia de criar uma secretaria especialmente voltada para a pauta indígena, possibilitando tratar de temas transversais a essa população, como saúde, educação e cultura.

“A Fundação [Estadual do Índio] acaba ficando muito amarrada, sem ter condições de trabalhar todas essas pautas. Acredito que temos sim, que ter indígena dentro do governo, tendo vez e voz, principalmente tendo respeito a  cada cultura”, comentou.

Questionada sobre a presença de indígenas em cargos da gestão estadual, ela também ressaltou a possibilidade de nomeações para áreas relativas ao ensino indígena na Secretaria Estadual de Saúde (Seduc) e na Fundação Estadual do Índio (FEI).

Auxílio estadual

Embora o Auxílio Estadual permanente não conste no plano de governo da pedetista, a candidata informou que um eventual aumento do benefício está sendo analisado. Hoje o pagamento é de R$ 150.

“Estamos estudando o valor de R$ 500 para garantir o maior número de famílias recebendo o auxílio e para que essas famílias possam participar de cursos profissionalizantes, de qualificação, capacitação e com fomento por meio da Agência Estadual para que essas pessoas possam iniciar uma atividade empreendedora”, afirmou.

Segurança

Ex-escrivã da Polícia, Carol Braz também comentou a lotação de unidades prisionais e o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em 2017, segundo maior do Brasil depois do Carandiru.
“Precisamos devolver à sociedade um preso melhor do que quando ele entrou, e para fazer isso tem que ter um tratamento digno, com respeito , e que gere oportunidades”, pontuou.

Política

Carol foi questionada ainda sobre o que lhe diferencia da atual gestão estadual, a considerar que a candidata foi titular da Sejusc por quase dois anos. A pedetista se referiu ao período como “experiência” em um contexto de “21 anos de vida pública”.

“Nesses 21 anos de trabalho de serviço ao público, tive uma experiência de um ano e meio dentro do governo e vi como é possível fazer, mas a gente precisa ter governantes que tenham vontade de fazer. Me coloco como uma opção para as pessoas que querem ver a política certa”, disse.
 

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica - Empresa de Jornais Calderaro LTDA.© Copyright 2022Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por