Eleições 2022

Candidatos do Pros questionam repasse de R$ 3 milhões para campanha de candidata

Candidatos a deputado federal e estadual do Pros questionam um repasse de R$ 3 milhões feito pela direção nacional da sigla à campanha de Adriana Mendonça

Jefferson Ramos
online@acritica.com
16/09/2022 às 20:21.
Atualizado em 16/09/2022 às 20:21

(Foto: Reprodução)

Candidatos a deputado federal e estadual do Pros questionam um repasse de R$ 3 milhões feito pela direção nacional da sigla à campanha de Adriana Mendonça, que concorre à Câmara dos Deputados. 

Conforme o DivulgaCand (Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais), dos 3 milhões oriundos do Fundão Eleitoral, já empenhou R$ 1,5 milhão em despesas de publicidade, material gráfico e produção de programa eleitoral. 

A candidata, que é ex-mulher do candidato ao Governo do Amazonas, Henrique Oliveira (Pros), teve o registro de candidatura rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). O repasse é questionado por cinco candidatos entre as dezoito candidaturas apresentadas pelo partido. Adriana Mendonça foi encaixada depois da queda de uma candidatura. 

O candidato a deputado estadual, André Melo afirmou ao A CRÍTICA que Mendonça não mora no Amazonas e que está no estado excepcionalmente para fazer campanha eleitoral. Ele não soube precisar se a candidata possui domicílio eleitoral no Amazonas.

André suspeita que a candidatura de Adriana seja de fachada e que foi lançada com o objetivo de desviar recursos do fundo eleitoral. Ele afirma que está fazendo campanha com recurso próprio e de forma virtual.

“Tirando (dinheiro) do meu bolso. Já cheguei a tirar o meu alimento para poder fazer para colocar na casa dos apoiadores. Não estamos atrás de dinheiro. Só queremos condições de concorrer nesta eleição, disse.

Adriana foi incluída na ata da convenção do 11 de agosto elaborada por  Edward Malta, que até o início do mês comandava o Pros no Amazonas, fora do prazo previsto na legislação eleitoral. Edward Malta é candidato a vice-governador na chapa de Henrique Oliveira.

O nome de Adriana não consta na ata da convenção do partido realizada no dia 4 de agosto, sob presidência de Malta, e nem na segunda convenção promovida no dia seguinte por Osvaldo Cardoso Neto.

O candidato afirma  que buscou Edward Malta, ex-presidente da sigla, para tratar da questão,  mas ele não respondeu. 

Procurado pela reportagem, Henrique saiu em defesa da ex-esposa e justificou o repasse milionário afirmando que Adriana tem história dentro do Pros. Segundo ele, a candidata já foi deputada federal e participou inclusive da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Adriana integra o Pros há pelo menos 10 anos.

Henrique confirmou que a candidata empenhou o recurso repassado pelo partido em despesas de campanha. Ele disse que o dinheiro foi repassado para a agência produtora de programas eleitorais e que a mesma prestará os serviços até o final da campanha. 

“O custo dela está dentro do padrão de todos os outros gastos. É só olhar. Não existe nenhum tipo de receio nosso. Foi feita a primeira prestação de contas. A prestação de contas é uma coisa pública, tanto é que tem as notas fiscais lá. Não tem nada escondido”, defendeu o candidato a governador. A gente está pronto para qualquer consideração porque estamos totalmente dentro da legalidade”, esclareceu.

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