Duras críticas

Alessandra Campêlo critica sessão extraordinária convocada de surpresa na ALE

Casa legislativa está oficialmente em recesso, com previsão para retorno aos trabalhos somente em agosto

Lucas dos Santos
01/07/2026 às 15:27.
Atualizado em 01/07/2026 às 15:27

A deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD) fez duras críticas e chamou de “gracinha” a sessão extraordinária convocada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) nesta quarta-feira (1º). De acordo com a parlamentar, a convocação foi protocolada na tarde de segunda-feira no sistema da casa, mas os parlamentares não foram informados.

“Aqui não é o mundo dos espertalhões e eu acho que o mínimo que a gente tem que ter entre a gente é respeito. Eu não aceito menos do que respeito. No dia de ontem, foi tomada uma decisão oficial no início da tarde de que haveria uma sessão extraordinária, que está acontecendo hoje. O documento às 14 horas já estava no sistema, mas a maioria não estava informada. A bancada do PSD e do MDB não foi informada. Só que nós somos deputados, aqui não é a eleição que vai acontecer em outubro, aqui é o poder legislativo”, disse.

Alessandra Campêlo reconheceu que chegou a ser dura com o presidente da casa, deputado Adjuto Afonso (União), ao questionar a convocação via telefone. Ela informou que, ainda durante a tarde de segunda, o deputado Thiago Abrahim (MDB) questionou no grupo de WhatsApp dos parlamentares se realmente haveria sessão, e Adjuto Afonso respondeu que “talvez” houvesse e que faria uma convocação.

“A convocatória já estava feita e já estava no sistema. Eu falei para o pessoal: ‘acho que não vai ter, senão teriam convocado’, aí uma pessoa da imprensa me liga e diz ‘é verdade que estão fazendo uma reunião na surdina?’. Às 20h38, criaram o arquivo digital, mas somente lá pelas 22h colocaram, mesmo a gente discutindo desde às 18h se ia ter ou não, já tinha sido decidido, assinado, tramitado e chegou a ser publicado às 22h”, afirmou.

A parlamentar afirmou ainda que não admitiria “esse tipo de gracinha e desrespeito com o meu mandato e com a causa que eu represento” e pediu que a casa não confundisse as eleições gerais deste ano com os trabalhos da Assembleia Legislativa.

“Esse tipo de gracinha, como foi feito ontem, eu não compactuo, como hoje que me levaram para tentar assinar a PEC do FMPES, e eu disse que eu não ia assinar como secretária. Me perguntaram se podiam dar para o subsecretário assinar, eu disse que não, a secretária está aqui, só quem pode assinar sou eu. Queriam que eu assinasse. Fui, falei com o presidente e ele mandou retirar”, frisou.

A deputada informou que houve uma tentativa de fazer com que o 2º secretário da Mesa Diretora assinasse o projeto no lugar dela. O parlamentar em questão é o deputado estadual Cabo Maciel. Campêlo concluiu a fala pedindo que a ALE-AM não torne a convivência dificultosa e que não aceitaria que tanto ela quanto os membros restantes da bancada fossem desrespeitados.

A política recebeu apoio dos colegas de partido, deputados Wilker Barreto e Rozenha. O presidente Adjuto Afonso afirmou que, da parte dele, não houve nenhuma tentativa de exclusão e desrespeito aos demais parlamentares. Segundo ele, a necessidade de ocorrer uma sessão extraordinária foi informada pelo líder do governo na casa, deputado Felipe Souza (Podemos), para apreciar matérias aprovadas na sessão, como a PEC que altera a bandeira do estado e a recomposição salarial dos servidores da educação.

“Foi tudo muito rápido. Me parece que no retorno de Itacoatiara, o governador foi informado de que precisava mandar matérias para a casa e perguntou do deputado Felipe se podia fazer uma sessão extraordinária. Quando o governador me ligou, eu disse: ‘se fosse hoje, dia 30, não precisava extraordinária, mas amanhã dia 1º já precisa’. Fiquem tranquilos todos, que essa casa não irá excluir quem quer que seja”, disse.

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