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Ensaio técnico tem clima de festival e lota o Bumbódromo de Parintins

Caprichoso emocionou o torcedor e fez os últimos ajustes para o espetáculo na Arena do Bumbódromo

Giovanna Marinho - De Parintins
22/06/2022 às 02:04.
Atualizado em 22/06/2022 às 02:06

Patrick Araújo tocou violão e percussão (Foto: Arlesson Sicsú)

O esquenta azulado para o 55° Festival Folclórico de Parintins foi de arrepiar. Com as arquibancadas lotadas, o boi Caprichoso emocionou o torcedor e deu os últimos ajustes para o espetáculo na Arena do Bumbódromo, na noite desta terça-feira (21).  

A prévia do espetáculo que será apresentado a partir de sexta-feira, começou com gosto de saudade ao relembrar o tempo em que a arquibancada azul e branca esteve num intenso silêncio por conta das restrições da pandemia.  

O apresentador, Edmundo Oran entrou na Arena para conduzir a apresentação ao som da toada 'Candelabros Azuos' e agitou a galera que soltou o grito que há dois anos não preenchia o bumbódromo com o hit 'É festa de novo'.

Patrick Araújo comandou a festa azul e branca no Bumbódromo (Foto: Arlesson Sicsú)

 Com toda a versatilidade, o levantador, Patrick Araújo, levantou e emocionou a galera, em especial, ao tocar atabaque no canto de  'Amazônia: Nossa Luta em Poesia' e no violão cantando 'Sensibilidade'.    

Em seguida, o boi-bumbá Caprichoso chegou para comandar a festa. O tripa Alexandre Azevedo evoluiu com a toada 'Negro da América' e foi aclamado pelo torcedor. Que também aplaudiu os versos do amo, Prince do Boi que teve cinco performances ao longo da noite desafiando o contrário com letras satirizando a quantidade de levatadores de toadas do boi Garantido e destacando a figura da sinhazinha da fazenda, Valentina Cid, a quem ele chamou de "a verdadeira Valentina". 

Valentina Cid proporcionou um dos mais belos momentos da noite (Foto: Gilson Mello)

 A sinhá, por sua vez, chegou ao som do clássico 'Rostinho de Anjo' acompanhada por bailarinas do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro. O apogeu da evolução de Valentina Cid foi ao som de 'Bela Valentina' com destaque para os passos de balé clássico e uma valsa com o boi Caprichoso. 

A lenda amazônica apresentada durante o ensaio técnico, foi 'Ka’apora’rãga' embalada pela toada 'Sentinela da Floresta', daí também deve ser apresentada a alegoria que leva o mesmo nome. Pelo que foi visto na arena, o boi deve representar os seres da floresta se levantando contra garimpeiros e madeireiros. 

A mesma temática será levada levada pelas tribos representando a luta dos Yanomanis e a luta pela terra. Em outra ocasião, agora com a participação do Pajé, Erick Beltrão, as tribos devem representar o ritual 'Tupari' com a toada 'A Friagem'. Estreando com bumbódromo recheado de torcedores, Erick levou a voz da resistência indígena ao som de 'Em defesa desse chão' que também mostrou a interação com o torcedor. 

Marcielle Albuquerque interage com Cleise Simas durante festa azul e branca (Foto: Gilson Mello)

 A cunhã-poranga azulada, Marciele Albuquerque, trouxe todo o seu gingado e mística para a arena em dois momentos de interação com as tribos. O primeiro representando o espirito da floresta que se ergue para a proteção da floresta e o segundo trazendo os três Tuxauas, representando os guardiões. 

A porta-estandarte Marcela Marialva, chegou em meio a encenação da colonização espanhola sob o fundo de 'Espadas e Clarins', com uma evolução impecável. Do mesmo modo chegou a Rainha do Folclore Cleise Simas mostrando todo o seu bailado com claras referências a movimentos da cultura afro, indígena e ribeirinha.

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