SANGUE VERMELHO

Dos avós para os netos: a paixão pelo Garantido carregada há três gerações

Na década de 1990, Família Seabra chegou a ser adepta do Boi da Estrela, mas após a primeira visita a Parintins, iniciou um legado de apaixonados pelo Garantido

Giovanna Marinho
online@acritica.com
23/06/2022 às 20:46.
Atualizado em 23/06/2022 às 22:47

(Foto: Junio Matos)

Nas ruas de Parintins não tem como deixar de ver e ouvir a família Seabra. A caravana de 13 pessoas é composta por três gerações de apaixonados pelo boi Garantido, amor esse transcrito nas blusas, colares, cocares e até guarda-sóis em formato de coração.

Mas, a vontade de conhecer o Festival de Parintins começou no boi azul. As irmãs aposentadas Sandra e Sara Seabra, de 70 e 60 anos respectivamente, vieram pela primeira vez a Ilha nos anos 90, instigadas pelos festejos do Bar do Boi em Manaus. Porém, ao chegar na arena não teve jeito, garrote avermelhado fez jus a toada e roubou o coração das torcedoras.

“Até você visitar o curral do Caprichoso é diferente. Eles são frios, olha que nós fomos de azul, mas eles não nos conquistaram. Fomos de azul pro curral do Garantido e lá eles dançaram, o boi dançou se apresentou e isso foi nos conquistando. No dia da arena compramos os ingressos pro Caprichoso, mas lá o pessoal era todo... na segunda noite fomos pro Garantido e lá não teve jeito”, declarou Sandra.

Para onde quer que vá a família chega animada com os chocalhos amarrados aos pés. A primeira parte deles chegou sábado (18) e durante esta quinta-feira (23) o restante dos Seabras desembarcou no Porto de Parintins. A recepção foi só festa. Todos eles padronizados com uma camisa encarnada estampando um trecho da toada “Partiu Parintins”.

(Foto: Junio Matos)

A paixão pelo boi de Parintins é comum dentre eles, são avós, pais, filhos e netos reunidos na cor rubra. Somente a filha de Sandra não comunga do amor ao boi do coração, mas o neto Arthur Seabra, 8 anos, ao ser questionado sobre de quem é a torcida responde com firmeza: “Garantido”.

O festival desse ano tem um gosto ainda mais especial, segundo Marcela Seabra, 23. Desde pequena, ela vive a empolgação de esperar o momento da chegada a Terra da Magia, exceto nos dois últimos anos por conta da pandemia.

Ela conta que a preparação começa ainda no mês de janeiro e vai muito além de garantir as passagens e ingressos, uma vez que há todo o esquema de estudo para criar os looks combinados para todos eles.

“Nunca demorou tanto pra chegar esse ano. É uma empolgação que, pelo que me lembro, eu cresci no meio disso. Nunca tive vontade de ir pro contrário. Tenho uns primos que vão e sempre tentam me convencer a ir. Eu até tentei, mas a pandemia meio que estava ali pra realmente não me deixar. Ai, então não era pra ser mesmo. Eu acho isso uma maravilha para deixar a família ainda mais unida, para vir e torcer e quando chega na hora da arena a gente não tem como conter a emoção”, disse Marcela emocionada.

Para noite do festival, a família já adianta que não pretende passar despercebida, não somente pela animação, mas também pela vestimenta que deve chamar atenção no bumbódromo.

“Fizemos uma blusa cheia de luzes, se não for pra vir acesa a gente nem vem. Esse ano vamos acender mais ainda. Quem passar na arquibancada especial a gente vai estar por lá”, adiantou Sara.

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