Começou o festival!

Amigas são as primeiras a chegar na fila do Caprichoso para assegurar um bom lugar na galera

Há oito anos a dupla mantém tradição. A preocupação com magnitude do festival fez com que elas chegassem com maior antecedência

Isabella Pina - de Parintins
22/06/2022 às 13:41.
Atualizado em 22/06/2022 às 14:25

Enquanto estrutura da fila ainda é montada, amigas são as primeiras a chegar e se instalam (Isabella Pina)

Os termômetros estavam marcando acima de 30°C e uma fina chuva começou a dar o ar da graça enquanto os trabalhadores preparam a estrutura para abrigar a torcida ao redor do bumbódromo. Assim que a primeira lona foi erguida, as primeiras torcedoras do Caprichoso armaram a barraca em preparação para a primeira noite do Festival de Parintins, que acontece na próxima sexta-feira (24/06).  Vale ressaltar que a espera na fila será de mais de 50 horas, desde e a chegada delas, por volta de 11h até à abertura dos portões.

Christiane Rodrigues, de 42 anos, mantém a tradição - e o título invicta - de ser a primeira torcedora da fila do lado da Nação Azul e Branca desde 2014. De lá para cá, o amor segue o mesmo. Mas a ansiedade, essa só aumenta com o passar dos anos.  Dessa vez, o anseio pela magnitude do que promete ser a 55ª edição do festival fez com que elas antecipassem a ida.

(Foto: Junio Matos)

 "Desde 2014 decidi ser a primeira. Mas esse ano, por conta da pandemia e da saudade, a ansiedade tava um pouco maior, já estava louca pra vir. Sei que tem muita gente na cidade, que não tem mais ingressos. Nosso reduto, nossa fila, vai estar impossível, com muita gente. Pensando nisso, pra seguir a tradição de ser a primeira, eu me antecipei e vim logo para não perder meu canto", conta.

Na última noite dessa terça-feira (21/06), o Touro Negro fez um ensaio técnico aberto ao público na arena. Ver o bumbódromo lotado de dentro foi o suficiente para Chris correr em casa e fazer as malas. Da fila, com dias de antecedência, ela conta com uma base de apoio: a casa de uma amiga que é a segunda da fila e mora naquela rua.

"Na terça-feira a noite já estava me coçando toda, mas fiquei com medo de alguém pegar minha ideia e querer ficar também. Eu fico direto, no máximo vou em casa tomar banho e volto logo. É o tempo de ir, trocar de roupa e voltar. Tem gente que vem pra acompanhar de noite, dar apoio". 

Conhecida como "vice-presidente" da Fila Azulada, o grupo organizada pelas amigas enfrentam todas as adversidades para assistir ao boi amado, e Karen Soares lembra das intempéries que há oito anos compartilha com o grupo.

Christiane diz que no máximo que faz é voltar na casa dela, rapidinho, toma banho e volto logo. É o tempo de ir, trocar de roupar (Foto: Junio Matos)

 "Aqui, quando começamos, não existia toldo. Agora tá chique. Não existia lona também. Era sol e chuva. Teve um ano, que tava muito quente. A gente foi ali atrás de lona e achou umas vitórias-régias. Quando chegou na noite do festival os paikisés vieram buscar porque elas faziam parte de uma alegoria", contou.

Nesta sexta-feira, o Garantido abre a noite do festival e o Caprichoso fecha a apresentação. No sábado, é a vez do boi Azul e Branco abrir a noite de apresentação , seguido do boi Vermelho e Branco. Na última noite, encerrando o Festival Folclórico, o Garrantido abre a noite e o bumbá Caprichoso fecha.  

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