EDITORIAL

Os sem poder de compra são maioria

Segundo especialistas, as dificuldades deverão permanecer por tempo mais longo

acritica.com
22/09/2022 às 07:51.
Atualizado em 22/09/2022 às 07:51

(Foto: Agência Brasil)

O cenário da economia brasileira não oferece margem mais larga para fazer festa quanto à superação dos problemas mais graves nessa área. Ao contrário, especialistas com diferentes focos de análise demonstram um ponto em comum, o de que as dificuldades deverão permanecer por tempo mais longo.

Há previsão de pequena queda no preço dos alimentos e, se confirmada, poderá impactar positivamente no poder de compra das famílias brasileiras de alguns dos itens da cesta básica. A maioria, na atualidade, não consegue comprar e parcela expressiva está vivendo sem acesso à comida, pelo menos duas vezes ao dia, além dos famintos que recorrem ao que encontram como sobras, produtos com data vencida, ossos bovino e de frango e as doações.

Os indicadores, apresentados pelos organismos que acompanham o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nas cidades, do nível de endividamento pessoal e do poder de compra dos brasileiros revelam radiografia preocupante. Parcela dos brasileiros não é forçada a decidir entre comprar o gás de cozinha ou a comida para a família; outros estão impedidos de tomar os medicamentos dentro da regularidade prescrita pelo médico por não encontrarem na rede pública de distribuição ou não terem dinheiro para pagar o valor do remédio na farmácia.

Somado o porcentual retirado da renda familiar para pagar contas essenciais como água, energia elétrica, transporte e a cesta básica o que os responsáveis por famílias constatam é um valor que não podem mais responder por ele. A pobreza presente tende a se tornar maior caso a política econômica do país permaneça na mesma rota, favorecendo um pequeno grupo de ricos e submetendo milhares de pessoas a um longo ciclo de privações daquilo que é fundamental a dignidade humana.

Ignorar as análises, a existência de pessoas em situação de fome, o exército de trabalhadores informais, como parte do governo federal faz, é mais uma atitude de violência contra os vulneráveis. Recorrer a esse caminho significa insistir para que a pobreza avance em direção ao estágio da miséria de inúmeras famílias. Outras alternativas podem e deveriam ser trabalhadas a fim de fazer funcionar a estrutura de apoio a esse grupo, não como paternalismo ou ato eleitoreiro, e sim no cumprimento do dever de governar e de respeitar o que prega a Constituição.
   


 

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