EDITORIAL

O mundo precisa de paz

O ponto alto da escalada de tensões ocorreu ontem, quando a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, desembarcou em Taiwan

acritica.com
online@acritica.com
03/08/2022 às 07:20.
Atualizado em 03/08/2022 às 07:20

O ponto alto da escalada de tensões ocorreu ontem, quando a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, desembarcou em Taiwan (Foto: Reuters)

O risco de um novo conflito bélico envolvendo várias nações nunca foi tão iminente desde o final da década de 1980, quando a famosa “Guerra Fria” deixou o mundo inteiro à beira de uma terceira grande guerra. O conflito armado entre Rússia e Ucrânia está contaminando as relações internacionais. O ponto alto da escalada de tensões ocorreu ontem, quando a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, desembarcou na ilha de Taiwan, que não é reconhecida pela China como país independente, sendo considerada um de seus territórios. O ato foi interpretado pela China como um ultraje. O governo chinês se apressou em manifestar seu desagravo aos norte-americanos. 

Com isso, o cenário beligerante assume novos matizes. Vale lembrar que a China mantém apoio à Coreia do Norte, que já dispõe de aparato nuclear poderoso. A tensão está atingindo níveis extremamente preocupantes. A nova edição da Guerra Fria já está produzindo efeitos nocivos para todas as nações. Não bastasse a desaceleração global provocada pela pandemia de covid-19, a instabilidade causada pelo risco de um conflito armado em larga escala dificulta ainda mais a recuperação econômica. E uma recessão mundial se torna cada vez mais próxima. Instabilidade significa mais inflação, mais fome e desemprego. 

Por outro lado, a crise já instalada é também uma oportunidade para que as nações deem uma resposta rápida e dura. É a chance para demonstrar união, fechar alianças pela paz. A irresponsabilidade de pretensos ditadores pode lançar o mundo no caos, sendo que as nações ainda nem se recuperaram da tragédia da pandemia. O momento é de união, de manifestações contundentes contra a escalada de conflitos. O mundo não pode cometer os mesmos erros do passado, que custaram milhões de vidas e desfiguraram gerações. Erros pelos quais pagamos até hoje. É preciso frear a escalada belicosa, estimular o diálogo, o debate e o entendimento entre os Países. Cada nação precisa se posicionar. O Brasil também deve assumir uma posição em meio ao aumento das tensões. E esse posicionamento deve ser pela paz e harmonia entre os países. 

O aumento no tom do desentendimento entre Estados e China a respeito de Taiwan é um ingrediente que o panorama atual não precisa.

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica© Copyright 2022Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por