EDITORIAL

Festas juninas ensejam políticas para fomentar a economia em torno da cultura

Os festejos, as celebrações, as comidas típicas, as danças folclóricas mobilizam escolas, comunidades, cidades aquecendo a economia local

acritica.com
18/06/2022 às 07:31.
Atualizado em 18/06/2022 às 07:31

Centro Cultural Povos da Amazônia é o palco do tradicional Festival Folclórico do Amazonas que reúne diversas danças regionais (Foto: Antônio Pereira/Secom)

As festas juninas oferecem uma das dimensões da economia da cultura e demonstram o quanto governos municipais e estaduais podem agir não para sustentar o movimento em torno das folias desse período, e sim estabelecer políticas públicas adequadas que tenham foco nesse setor.

Em todo Brasil, as cidades em grau maior ou menor mantêm laços culturais com os festejos juninos que mobilizam comunidades, escolas, fieis dos santos dessa época e inúmeros segmentos da economia local. São os alimentos típicos, arranjos de ornamentação, roupas, calçados, os cantadores, as procissões numa imensa cadeia de produção que aquece a economia do lugar.

O trânsito de pessoas de uma cidade para outra tendo a festa junina como motivação é expressivo influenciando na taxa de ocupação de pousadas, hotéis, hostels, no comércio local, na geração de postos de trabalho temporários. Há benefícios nas festas juninas e um deles é o componente comunitário que anda meio esquecido diante da impulsão da sociedade de consumo, mas pode ganhar ênfase se houver a concepção de política pública inovadora.

Os elementos culturais que tornam cada festa junina um evento único promovem o sentimento de pertencer e ou a vontade de querer ser parte. O típico gera valorização, alegria, entretenimento e lazer. No conjunto, os festejos de junho são uma das expressões mais bonitas do Brasil, de Norte a Sul, e de conectar boas experiências produzidas pela cultura e a arte.

Em um país mergulhado na violência em todos os espaços, festejar Santo Antônio, São João e São Pedro é tecer um ambiente saudavelmente criativo onde as pessoas de todas as idades e todos os tons de pele são envolvidas. Agir com responsabilidade para que esse movimento seja mantido e valorizado é cuidar da alma do Brasil nesses rios culturais que forjaram a nação brasileira.
Junho é o período em que uma das faces bonitas desse país se revela seja a cidade pequena ou a cidade grande.

Os saberes e cores, os ritmos, as adivinhações convidam à participação nas brincadeiras. A fotografia do Brasil junino, apesar do abandono de milhares de pessoas, faz os olhos brilharem, os corações baterem mais forte e o sorriso se abrir com naturalidade. Faz bem.  

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