Eleições

As eleições gerais e os Povos Indígenas

Na última quarta-feira (22) foi lançada a publicação 'Tem aldeia na política - Eleições 2022: o que está em jogo?'

acritica.com
23/06/2022 às 07:25.
Atualizado em 23/06/2022 às 12:02

(Foto: Cícero Bezerra)

O Fórum de Educação Escolar Indígena no Amazonas (FOREEIA) e a Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI) apresentam à sociedade brasileira três produções de relevância tanto para os povos indígenas quanto às instituições públicas dos poderes executivo, legislativo e judiciário. As organizações da sociedade civil empenhadas na causa dos povos originários que deve ser compreendida como causa brasileira têm nesses documentos suporte de apoio e de esclarecimentos.

Lançados na tarde de ontem (22) durante seminário remoto, a publicação “Tem aldeia na política - Eleições 2022: o que está em jogo?” reúne subsídios para debates e reflexões em diferentes ambientes, notadamente pelas organizações e comunidades indígenas da Amazônia e de todo o Brasil. A proposta do FOREEIA e da FAMDDI é contribuir para ampliar esclarecimentos de eleitores e candidatos indígenas em relação as eleições deste ano e como o processo impacta e se relaciona com questões centrais para os povos originários. Dois vídeos que tratam da importância de completar a vacinação entre os indígenas e dos direitos dos povos indígenas também foram lançados.

Participaram, como expositores nessa atividade, representantes da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA), do Conselho Indigenista Missionário Norte I (Cimi), do SARES, Copime, da Associação de Mulheres Indígenas do Rio Negro (AMARN).

As produções chegam ao público em momento de avanço da instabilidade e da vulnerabilidade nas comunidades indígenas do Brasil. Os atos de violência contra esses povos aumentaram e a pressão feita por grupos madeireiros, garimpeiros e de narcotraficantes tornam-se cada vez maior sem que os governos tomem medidas efetivas que possam garantir a observância da lei e do direito dos indígenas à vida com dignidade. O cenário é de desproteção.

Indicadores apontam o fator eleitoral, de caráter nacional, como um dos processos que tende a reforçar confrontos de interesses dos grupos que disputam o poder no executivo e no legislativo e que têm na Amazônia um dos espaços de realização de seus negócios em dois eixos antagônicos: ampliar e reforçar as ações de preservação e conservação da região, do respeito ao modo de vida dos indígenas ou ignorar a Constituição e os tratados internacionais, paralisar os processos de demarcação das terras indígenas, emudecer diante das invasões aos territórios desses povos e favorecer a entrada e a ação de grupos de exploração dos recursos naturais.

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