EDITORIAL

A importância estratégica das feiras de bairros

A maioria das feiras vem perdendo atratividade e não se trata somente da consequência dos centros comerciais tipos supermercados

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12/05/2022 às 06:56.
Atualizado em 12/05/2022 às 06:56

As feiras vêm perdendo espaço para outros grandes centros de compras (Foto: Arquivo A CRÍTICA)

O avanço da dengue é mais um dos problemas relacionados a impactos graves na saúde das populações que vivem em Manaus e nos demais municípios amazonenses. Soma-se a casos de Covid-19, às gripes e à malária. Uma das recomendações feitas pelos profissionais da saúde para manter a prevenção à dengue é evitar depósitos abertos com água e lixeiras abertas.

No entorno das feiras de Manaus é comum a cena de lixo diversificado amontado ou espalhados por cachorros, gastos e urubus e muitas poças de água. Deterioradas interna e externamente as feiras e também mercadinhos são espaços de propagação da falta de higiene e de doenças, todos muito próximo das áreas onde são comercializados alimentos. A situação não é nova apenas se agrava com o passar dos anos.

O que fica evidente é a falta de planejamento por parte da Prefeitura Municipal para o setor de feiras e mercados. Inexiste um tipo de ação que envolva os permissionários internos e todos os trabalhadores bem como os que atuam externamente numa extensa cadeia de atividades comuns em negócios nesse segmento.

A maioria das feiras vem perdendo atratividade e não se trata somente da consequência dos centros comerciais tipos supermercados. Os novos empreendimentos impactam as atividades das feiras e mercadinhos sim, mas não eliminaram um componente muito forte que resiste nesses ambientes envolvendo qualidade dos produtos, vínculos comunitários e, nesses tempos de arrocho salarial, o preço. Comprar em feiras, para expressiva parcela dos usuários, representa economia de alguns reais.

Sujas, mal iluminadas e cercadas por lixo as feiras, que poderiam funcionar como suporte estratégico da manutenção da renda familiar, de postos de trabalho e da possibilidade de aquisição de alimentos e outros produtos, estão sendo encolhidas e submetidas a processo de desaparecimento por inanição. A questão é saber o que motiva a administração municipal a não agir de forma sistemática na área.  

Revitalizar feiras e mercadinhos é um bom investimento para o poder público municipal com um leque de possibilidades, tais como incrementar a micro e pequena economias com reflexos imediatos nas comunidades em que esses empreendimentos estão ineridos. Inúmeros componentes são mobilizados por feiras e mercadinhos e esses fazem conexões comunitárias valiosas.

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