Prejuízo

Transportadoras de combustíveis acumulam R$ 20 milhões em roubos provocados por ‘piratas dos rios’

Só em setembro já foram registados dois roubos de combustíveis por quadrilhas que dominam os rios da região.

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21/09/2022 às 11:16.
Atualizado em 21/09/2022 às 11:16

(Foto: Divulgação)

Com mais um ataque de ‘piratas’ realizado na segunda-feira passada (12), contra um comboio que transportava combustível para a cidade de Porto Velho (RO), o setor de transporte fluvial de cargas no Estado já acumula mais de R$ 20 milhões em perdas somente este ano, com a ação dos ‘barrigas d’água’, de acordo com levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

Ainda segundo a entidade, este foi o segundo roubo de combustíveis somente neste mês provocado pelas quadrilhas que dominam os rios da região.

A ocorrência anterior aconteceu na semana anterior, entre os municípios de Parintins e Juruti (PA). No total foram furtados mais de 620 mil litros apenas nos dois assaltos realizados em setembro.

“Nestes números não estão incluídas as tentativas diárias que as empresas de navegação conseguem evitar por conta da escolta armada e da ação e perícia dos próprios tripulantes. A situação está muito grave e ainda estamos na metade do mês”, alertou o vice-presidente do Sindarma, Madson Nóbrega.

Agressões

Nóbrega afirmou ainda que além do roubo dos combustíveis e de equipamentos, os criminosos estão ameaçando e agredindo fisicamente os marinheiros e profissionais que trabalham nas embarcações.

“No ritmo em que a situação se encontra nos rios, em pouco tempo haverá falta de tripulantes, uma vez que ninguém vai arriscar a vida em uma atividade de alto risco e isso poderá gerar problemas de abastecimento de produtos de primeira necessidade, principalmente de combustível, nos municípios do interior”, acrescentou.

Ainda de acordo com Nóbrega, a situação fica mais complicada no período de vazante dos rios por conta da dificuldade para navegar em certos trechos em que há maior incidência de bancos de areia e pedras, como no Rio Madeira, fatores que obrigam as embarcações a reduzirem a velocidade e desta forma, facilitam a abordagem dos ‘piratas’.

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