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IBGE: Amazonas registra a terceira maior taxa de trabalho informal do Brasil

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do primeiro trimestre deste ano, divulgada ontem pelo IBGE, aponta 58,1% da população ocupada no Estado atua na informalidade

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13/05/2022 às 16:53.
Atualizado em 13/05/2022 às 18:33

(Foto: Agência Brasil)

O Amazonas registra a terceira maior taxa de trabalho informal do Brasil. De acordo com  a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do primeiro trimestre deste ano, divulgada ontem pelo IBGE, 58,1% da população ocupada no Estado atua na informalidade, o que representa  994 mil pessoas. Só perde para o  Pará (62,9%) e o Maranhão (59,7%). Os estados com as menores  taxas nesse quesito são Santa Catarina (27,6%), Distrito Federal (30,3%) e São Paulo (30,55%).

A informalidade no Estado manteve-se estável em relação ao 4º trimestre de 2021 (58,7%), e caiu 1,7% em relação ao 1º trimestre de 2021 (59,8%). Para o cálculo da taxa de informalidade  são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

A taxa de desocupação, entre janeiro e março de 2022, foi 0,1 ponto percentual inferior à registrada no trimestre anterior (13,1%), no Estado, e representa estabilidade. Já na comparação entre o 1º trimestre de 2022 e o mesmo trimestre de 2021, houve queda de 4,6 pontos percentuais.

A taxa média de desocupação registrada no Brasil foi de 11,1%, no 1º trimestre do ano, com estabilidade em relação ao trimestre anterior. Assim, a taxa do Amazonas (13,0%) segue maior do que a nacional, mas é a menor taxa observada no Estado desde o 1º trimestre de 2016 (12,9%). Em relação aos Estados e Distrito Federal, a taxa do Amazonas foi a 10ª maior. A mais alta foi a do Bahia (17,6%), seguida pela de Pernambuco (17,0%) e Rio de janeiro (14,9). A menor continua sendo a de Santa Catarina (4,5%).

A pesquisa estimou que a população desocupada, no Amazonas, no 1º trimestre de 2022, era de 256 mil pessoas, 5 mil a mais (1,9%), em relação ao trimestre anterior. Mas na comparação com o 1º trimestre de 2021, foram 73 mil desocupados a menos (-22,2%), no Estado.

Do total de 3 milhões e 950 mil pessoas em idade de trabalhar (de 14 anos ou mais) no Amazonas, foram estimadas 1.712 milhão de pessoas ocupadas, no 1º trimestre de 2022, frente a 1.671 milhão, estimadas no trimestre anterior, ou seja, 41 mil ocupados a mais (2,4%), variação não estatisticamente significativa. Já em relação ao primeiro trimestre de 2021, a população ocupada aumentou em 173 mil pessoas, (11,2% de alta).

No total, o número de pessoas na força de trabalho, ou seja, trabalhando ou buscando emprego, foi de 1.969 milhão, no 1º trimestre, frente a 1.923, no trimestre anterior, ou seja, 46 mil a mais (2,4%). Já o número de pessoas fora da força de trabalho (nem ocupadas e nem buscando ocupação) foi de 1.127 milhão, no 1º trimestre do ano; 25 mil a menos (-2,2%), em relação ao trimestre anterior.

Assim, a taxa de participação na força de trabalho (daquelas pessoas de 14 anos ou mais, ocupadas ou desocupadas) foi de 63,6%, no Amazonas, 1,1% a mais, entre janeiro e março de 2022, em relação ao trimestre anterior, o que significa estabilidade.

A pesquisa também estimou o nível da ocupação, que são os ocupados em relação àqueles em idade de trabalhar, em 55,3%, no período entre janeiro e março, no Amazonas. A taxa foi 1,0 ponto percentual maior, em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2021, quando era de 54,4%, o que significa estabilidade, mas houve avanço de 4,9 p.p., na comparação com o mesmo período do ano anterior (50,5%).

Setores

No 1º trimestre de 2022, no Amazonas, dentre o total de 1.712 milhão de pessoas ocupadas, 568 mil estavam empregadas no setor privado (exclusive trabalhador doméstico), o que representa estabilidade no setor, em relação ao trimestre anterior (559 mil) e alta de 11,3% em relação ao 1º trimestre de 2021 (com 58 mil pessoas a mais). Das pessoas ocupadas no setor privado, 392 mil trabalhavam com carteira assinada e 176 mil, sem carteira assinada.

Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria das pessoas trabalhavam sem carteira assinada: 76 mil das 86 mil pessoas ocupadas na função. Além disso, o número de pessoas ocupadas como trabalhadores domésticos manteve-se estável em relação ao último trimestre (5 mil pessoas a mais), mas cresceu 33,5% em relação ao 1º trimestre de 2021, com 22 mil pessoas a mais nesta função.

No Amazonas, no 1º trimestre do ano, 241 mil pessoas estavam ocupadas no setor público, número estável em relação ao trimestre anterior (245 mil pessoas). No total, havia 11 mil pessoas empregadas no setor público, com carteira assinada, e 83 mil sem carteira assinada. Os demais empregados no setor eram militares ou funcionários públicos estatutários, que somaram 146 mil, números também estáveis em relação ao trimestre anterior.

Conta própria

Havia 611 mil pessoas trabalhando por conta própria (35,7% do total de pessoas ocupadas), no Amazonas, no 1º trimestre; seis mil a mais, em relação ao trimestre anterior, mas, em contrapartida, havia 71 mil a mais (alta de 13,2%), na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Desses, 563 mil (92,1% do total de trabalhadores por conta própria) não possuíam CNPJ; oito mil a menos, na comparação com o trimestre anterior, entretanto, 59 mil a mais, na comparação com o 1º trimestre de 2021.

No 1º trimestre do ano, o número de pessoas ocupadas por conta própria com CNPJ (48 mil) manteve-se estatisticamente estável, no Amazonas, mas são 14 mil pessoas a mais nesta condição, em relação ao trimestre anterior.

O número de pessoas ocupadas como trabalhadores familiares auxiliares, aqueles que trabalharam sem remuneração, em ajuda na atividade econômica de membro do domicílio ou de parente, foi de 139 mil, no último trimestre de 2021, para 157 mil, no primeiro trimestre de 2022, ou seja, 18 mil pessoas a mais nesta função.

Quanto às pessoas ocupadas como empregadores, foram estimadas 50 mil, no primeiro trimestre do ano, no Estado, 8 mil a mais, em relação ao último trimestre de 2021, 13 mil a mais, em comparação ao primeiro trimestre de 2021 (alta de 35,9%).

Dentre esses 50 mil ocupados como empregadores, 28 mil trabalhavam com CNPJ, e 22 mil sem CNPJ, 10 mil pessoas a mais, em relação ao trimestre anterior (alta de 76,5% no trimestre).

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