Protesto

Manifestação de alunos da UEA em Tefé cobra retorno do restaurante universitário

Mais de 100 alunos protestaram nesta quinta feira (4), e prometem levar o caso ao MP. Universidade garante auxílio alimentação e afirma "trabalhar incansavelmente" para o funcionamento do RU, fechado desde início da pandemia

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04/08/2022 às 16:45.
Atualizado em 04/08/2022 às 16:47

(Foto: Divulgação)

Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Tefé realizaram um ato nesta quinta-feira (4) para pedir a volta do restaurante universitário no município. O protesto reuniu mais de 100 alunos dos cursos de graduação e pós-graduação, que agora irão entregar a denúncia ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), à Assembleia Legislativa do estado, à Defensoria Pública e a parlamentares. A UEA afirma que deve manter auxílio alimentação, mas não deu previsão sobre o funcionamento do restaurante universitário.

Para coincidir com o início das aulas no período da manhã, a manifestação iniciou as 8h em frente ao Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST), a unidade da universidade no município. O ato foi guiado pelos representantes de turma, idealizadores do protesto. 

“Estudantes estão desistindo das aulas por falta de políticas que assegurem sua permanência, como é o caso do RU. Temos alunos que em solidariedade a outros colegas tem ajudado na alimentação para que todos continuem tendo o que comer, principalmente aqueles que moram fora da sede do município”, disse o estudante de pós-graduação da UEA, Huéfeson Falcão dos Santos, um dos organizadores do protesto.

Segundo ele, o restaurante universitário foi fechado durante a pandemia e quando as aulas retornaram neste ano, o espaço não foi aberto. “A UEA alega que está com problemas na contratação de uma nova empresa. Como alternativa, nos dão R$ 220 por mês, mas do jeito que as coisas estão caras isso não é o suficiente. Só paga uma refeição por dia, enquanto o RU fornecia três”, comenta o aluno. 

O ato de hoje foi marcado pela elaboração de uma carta assinada pelos estudantes e que será entregue ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), à Assembleia Legislativa do estado, à Defensoria Pública e a parlamentares. O documento pede a imediata reimplantação do restaurante universitário. 

“Vale destacar que todos os outros Centros da Universidade já tiveram o retorno do R.U com oferta de três refeições diárias para os estudantes, servidores e terceirizados. Enquanto no Centro de Tefé apenas justificativas vazias e distorcidas. Essa luta é uma luta de quem tem fome!”, diz trecho da carta. 

Outras entidades de luta ligadas à instituição, como o Diretório Central dos Estudantes da UEA e o Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA) estão apoiando a mobilização. Ambos fizeram chamadas nas redes sociais para que mais pessoas da comunidade acadêmica aderissem ao protesto. 

“A aula hoje foi na rua, porque é uma luta de toda a comunidade do CEST que há anos sofre com falta de atenção dos governos me solidarizo com as e os estudantes. As políticas de permanência estudantil precisam ser prioritárias”, pontua a professora da UEA em Tefé, Rita de Cássia Machado.

O que diz a UEA

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (3), o reitor da UEA, André Zogahib, disse que a gestão da universidade está trabalhando para resolver a situação. Segundo ele, enquanto isso os alunos continuarão a receber um auxílio para custear a alimentação. 

“A pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários junto com a pró-reitoria que o professor Walter cuida, que é a de Interiorização, estão trabalhando incansavelmente para que nós cadastremos os nossos alunos para recebimento de valores temporariamente, enquanto resolvemos as questões relativas ao restaurante de Tefé”, afirmou o reitor.

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