ECONOMIA

Mais de R$ 10 bi devem ser investidos em obras de infraestrutura para extração do minério em Autazes

Segundo o presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, empresa espera que a licença seja concedida pelo IPAAM nos próximos meses, mas ainda em 2022

Malu Dacio
malu@acritica.com
21/06/2022 às 18:40.
Atualizado em 21/06/2022 às 21:08

(Foto: Divulgação)

O presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, afirmou que a empresa espera que a licença de instalação para iniciar as obras de infraestrutura para a extração do minério no Município de Autazes (distante 113 km de Manaus) seja concedida pelo IPAAM nos próximos meses, mas ainda em 2022.

Durante o Fórum Permanente de Desenvolvimento Sustentável, o empresário disse que para a construção do projeto Potássio Autazes serão investidos cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 10,8 bilhões).

“A gente já deflagrou o procedimento de consulta ao povo Mura. Então já cumprimos boa parte do acordo que nós fizemos na Justiça Federal. Esperamos que a gente comece a movimentar Autazes ainda este ano”, disse o presidente da empresa.

Adriano Espeschit explicou ainda que a empresa espera, durante as obras, gerar 2.600 empregos diretos, fora os indiretos e durante a operação a expectativa é de 1.300 empregos diretos.

“As obras de construção de dois poços profundos e do desenvolvimento de uma mina a  800 metros de profundidade - sem nenhuma interferência na superfície - devem durar entre três e quatro anos”, disse o gestor.

Ele salientou que a Potássio do Brasil já assinou um compromisso de reflorestar uma área 10 vezes maior a que vai ser impactada. Além disso, a empresa vai realizar obras na cidade. “As obras de infraestrutura para o transporte desse potássio até o mercado consumidor vão constar de uma estrada - que vai acompanhar um atual trajeto já existente entre a Vila de Uricurituba e o Lago dos Soares, todos no município de Autazes - e um porto próximo a vila de Uricurituba  na beira do rio Madeira”, destacou.

“Nós vamos extrair do subsolo cerca de 8 milhões de toneladas de material, que é o minério que o silvinita”, disse.

“No final da vida útil da mina, após cerca de 23 anos de operação, nós não vamos deixar nada na superfície. Nós vamos desmobilizar todas as nossas atividades, não vai ficar um parafuso sequer e nós vamos reabilitar todas as áreas”, completou.

Adriano explica ainda a empresa espera que durante as obras sejam gerado 2.600 empregos diretos, fora os indiretos e durante a operação a expectativa é de gerar 1.300 empregos diretos. “As obras de construção de 2 poços profundos e do desenvolvimento de uma mina a  800m de profundidade - sem nenhuma interferência na superfície - devem durar entre três e quatro anos”, explica o gestor.

“E também as obras da planta de beneficiamento deste potássio que vão ocupar uma área que já é degradada por atividades agropastoris do passado e que não vão impactar mais do que uma área similar a de uma planta de motocicletas aqui da Zona Franca em termos de área total”, comparou.

Adriano afirmou que a Potássio do Brasil já assinou um compromisso de reflorestas uma área 10 vezes maior a que nós vamos impactar. Além disso, a empresa vai realizar obras na cidade. “As obras de infraestrutura para o transporte desse potássio até o mercado consumidor vão constar de uma estrada - que vai acompanhar um atual trajeto já existente entre a Vila de Uricurituba e o Lago dos Soares, todos no município de Autazes - e um porto próximo a vila de Uricurituba  na beira do rio Madeira”, destacou.

“E aí com isso a gente consegue transportar via barcaças todo esse cloreto de potássio para o mercado consumidor. Nós vamos extrair do subsolo cerca de 8 milhões de toneladas de material, que é o minério que o silvinita. O minério vai ser beneficiado em uma planta, uma parte vai virar o cloreto de potássio que é o nosso produto final (cerca de 2.4 milhões) e o restante é sal de cozinha e areias que vão ser empilhadas em uma pilha completamente isolada do e dos aquíferos e depois esse material vai ser retornado para o subsolo, mostrando mais uma vez, que esse projeto é sustentável”, disse.

“No final da vida útil da mina, após cerca de 23 anos de operação, nós não vamos deixar nada na superfície. Nós vamos desmobilizar todas as nossas atividades, não vai ficar um parafuso sequer e nós vamos reabilitar todas as áreas”, completou.

"A bacia evaporítica que contém esse cloreto de potássio se estende desde Borba aqui no Amazonas até Juruti no Pará. A Potássio do Brasil com certeza vai pesquisa mais áreas e vai ter mais projetos. A gente já tem algumas pesquisas feitas em Itapiranga e em Itacoatiara e a gente vai evoluir com esses outros projetos também. Nós viemos para ficar e para ficar muito tempo no Amazonas”, disse.

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